Tal como Mugello, Portimão é novo na Fórmula 1 este ano. Enquanto que, em Nurburgring, as equipas poderiam contar com alguns dados históricos, Portimão exigirá não só uma extensa simulação pré-evento, nos treinos livres, mas também um estudo contínuo da dinâmica dos monolugares, comportamento dos pneus e estratégia durante o fim-de-semana.
A gama de pneus para Portimão é C1, C2 e C3, o que significa um regresso aos compostos mais duros possíveis pela primeira vez desde Mugello – os mesmo pneus de Silverstone. As condições meteorológicas e a quantidade de energia dos pneus através das curvas determinará a viabilidade do C1 durante o resto do fim-de-semana, especialmente na corrida, claro. Esta é só uma das incógnitas que pode determinar um fim de semana “totalmente fora da caixa”
Se olharmos para a disposição do circuito, podemos pensar que Portimão é um circuito de alta velocidade, mas na realidade é mais um circuito de baixa velocidade. A quantidade de tempo de aderência limitada passada a baixa velocidade torna-o, de facto, um pouco mais lento do que Barcelona, Nurburgring e Budapeste. Globalmente, Portimão poderia ser descrito como um circuito de baixa velocidade com algumas características de alta velocidade. O que provavelmente os pilotos vão adorar mais do que tudo será a longa parabólica, ou curva Galp, se preferir, a que dá acesso à reta da meta. Essa curva feita com um Fórmula 1, deverá ser absolutamente estonteante. Já lá vimos o Toyota TS050 Hybrid guiado por Fernando Alonso, Sebastien Buémi, por exemplo, à noite, e a velocidade que aquelas luzes se aproximavam nessa curva era de “loucos”…
Por outro lado, Portimão está localizado na costa sul de Portugal, o que significa que a velocidade e direção do vento será um factor chave durante todo o fim-de-semana. Qualquer mudança repentina poderá alterar radicalmente o equilíbrio do carro e afectar uma volta ou conjunto de voltas.
Portimão irá provavelmente exigir um nível bastante elevado de downforce, provavelmente a mesma gama de Barcelona, Nurburgring e Budapeste, devido à sua velocidade média e características das curvas, colocando-se uma ênfase na boa tração à saída das curvas. A procura de um equilíbrio óptimo será mais difícil devido à falta de dados e experiência de corrida no circuito, para a Fórmula 1.











