A Hyundai apanhou um valente susto no final do Rali da Sardenha, já que as notícias que vinham das verificações finais dos seus carros não eram boas. Mas no final ‘safaram-se’ com uma multa, o que faz sentido, pois estamos a falar de algumas gramas, e uma pesagem feita “a dormir”.
A história conta-se em poucas linhas: O ‘subframe’ traseiro, uma peça do chassis estava abaixo do peso mínimo homologado: “não cumpre com o peso mínimo indicado no formulário de homologação (9323g, com uma tolerância de +5%/-2%, sendo o peso mínimo de 9136,5g). O peso da peça foi de 9112g.” Esta diferença representava uma violação do Artigo 10.3.3 do Código Desportivo Internacional da FIA.
Na sequência desta infração e depois de ouvidos os homens da Hyundai MotorSport, foi imposta uma multa de 30.000 euros à equipa. No entanto, 20.000 euros desta multa serão suspensos, pelo que a equipa não pode cometer erro semelhante nos próximos doze meses.
Andrea Adamo explicou que se tratou de um erro de controlo de qualidade e que nunca a equipa tentou obter qualquer vantagem desportiva. A Hyundai teve sorte. No Rali de Portugal de 2007, todos os Ford foram penalizados em 5 minutos devido à espessura do vidro traseiro dos Focus WRC. Pesavam menos 10 gramas. Imaginam o que faria ao campeonato uma penalização semelhante?












Face à última parte da notícia o que não se compreende e a Fia ter critérios diferentes para o mesmo tipo de situações. Eu creio que é inaceitável.
A ultima parte da notícia é uma comparação pelo absurdo do que se passou em 2007. Se alguém o fizesse nos tempos que correm acabava-se com o WRC de vez.
Lembro-me bem do que aconteceu à Ford em 2007. Sou torcedor da Ford desde 1977 (primeiro ano em que vieram a Portugal com os RS 1800). Eu estava no interior da assistência (com um passe de convidado) quando se percebeu que os inspetores da FIA estavam muito ativos junto dos carros de Malcom Wilson. E sim, foram mesmo penalizados por tão pouco! E Hirvonen estava a fazer uma bela prova! Mas a FIA fez o que tinha que fazer, embora me pareça evidente que a Ford não tirou vantagem de menos 10g no peso dos vidros. Mas as regras são… Ler mais »
Eu também me lembro do que os idiotas dos inspectores fizeram à Ford não só à equipa oficial como a todos os outros participantes em 2007. Agora o que eu não compreendo é que em vez de apoiar a resolução agora encontrada (multa monetária que aliás sempre existiu desde os primórdios) atendendo a que 20 e tal gramas numa peça com 9 kg representa ZERO de ganho o meu caro acha que se devia aferir a decisão pela bestialidade cometida em 2007, 5 minutos de perda por 10g a menos no vidro traseiro… Ou talvez seja porque não gosta de… Ler mais »
Não. Percebo que seja um aficionado Hyundai (e bem, porque são bons), mas não concordo. O que os inspetores fizeram à Ford foi fazer cumprir as regras. É para isso que elas existem. E foi isso que não fizeram à Hyundai. Porque uma multa de 10.000 euros (porque foi isso que na verdade foi) a este nível, é o que para mim ou para si representará uma multa de 1 euro… Ou seja, nada! E consequentemente é carta branca para incumprir, ou por outras palavras, tornar a aplicação dos regulamentos arbitrária, consoante a cara do inspetor e do cliente. Porque… Ler mais »
Está enganado assim como o Autosport que é o responsável pela notícia. O ano de 2007 não serve de comparação e só o evoquei por ter achado uma prepotência de comissários desportivos contra uma equipa a propósito de 20 gramas a menos num vidro posterior. O termo de comparação que devia ter sido evocado pelo Autosport e não o foi é o da mesma Hyundai em 2016. Passo a citar : A Hyundai foi multada em 50 mil euros por irregularidades no i20 WRC com que Thierry Neuville venceu no Rali da Sardena, detetadas pelos comissários técnicos da Federação Internacional… Ler mais »
Como já fui prejudicado, e muito, no passado por regras da FIA serem implementados de forma diferente em países diferentes (não querendo elaborar mais aqui…) e apesar da experiência nada ter a haver com esta, eu p’lo menos penso que a comparação com a situação da Ford é mais que justificável! Se “os tempos são outros” (ou as circunstâncias) então mudem as regras se não têm coragem de implementar uma mesma sanção para uma infracção com os mesmos benefícios (nenhumas…). Nada tenho contra a Hyundai, mas estas coisas “afastam-me” cada vez mais dos ralis atuais, achando isto tudo uma grande… Ler mais »
“estas coisas “afastam-me” cada vez mais dos ralis atuais”….eu ainda me lembro dos Peugeot’s serem todos desclassificados num rally do mundial, San Remo, em 86, em Italia, por um inspector italiano, e como resultado uma marca italiana ser campeã. Decisão revertida pela FIA, 11 dias depois, tal era a vergonha. Essa do “antes é que era bom”, é de quem não conhece a historia do desporto automável.
Meu caro, Não entre por aí. O Christopher Shean foi piloto de ralis nos anos ’80 e ’90 e teve vários dissabores por erros cometidos por comissários técnicos por causa de regras dúbias da FIA que muito prejudicaram a carreira dele. Se alguém aqui sabe do que está a falar e conhece a história do desporto automóvel, é ele. Obviamente que decisões erradas que terão prejudicado uns e, eventualmente, beneficiado outros, sempre houve e quando ele diz que “estás coisas afastam-me cada vez mais dos ralis actuais”, são um desabafo de quem gosta da modalidade mas cada vez tem menos… Ler mais »
Aqui está a notícia a que me refiro com a correcção de que o rali em causa foi o da Sardenha 2018 e não a Córsega como, por lapso, escrevi. Sebastien Ogier não vai perder os pontos alcançados na Sardenha. O piloto francês estava em risco que tal acontecesse, uma vez que se esqueceu da carta de controlo na PE19, a penúltima do rali, tendo sido Ott Tanak a entregar a mesma ao campeão do mundo. O piloto francês é obrigado a pagar uma multa de 10 mil euros, a ser dividida com Julien Ingrassia e ainda pode perder os… Ler mais »
Obrigadinho p’las palavras. Respondi ao “Hellrun” tendo em consideração que gosta de ralis! Abraço.
Pois… de facto insinuei que antes é que era bom, mas apesar de ter também havido “casos” no passado, gostei muito mais desses ralis… Ref. á historia dos ralis, o caso mais flagrante foi a desqualificação dos Mini Coopers vencedores no Monte-Carlo devido aos filamentos das lâmpadas! Embora aí OBVIAMENTE não foi a questão do peso…
As regras não têm de ser alteradas porque estarão desactualizadas. Desde sempre previram desclassificação, penalização ou multas. Estas ultimas são aferidas pela chefia técnica avaliando a relação incumprimento benefício. Quando se fala de gramas num vidro traseiro (Ford 2007) vem-me logo à ideia jogadas de bastidores (pressão é o nome correcto) para benefício de alguma marca. Fora disto passa o âmbito dos comissários técnicos e vai ao concelho da FIA (caso da Toyota por intreposta pessoa do preparador quando “faralhou” o sistema de turbocompressão e foi pura e simplesmente banida do WRC (por 3 anos se não estou em erro).… Ler mais »
Pois…
Em 2007 foi tomada uma decisão completamente desproporcionada. Entretanto mudaram-se os regulamentos para corrigir esta aberração, no entanto pede-se que se continue a usar o mesmo regulamento obsoleto? Não se pode mudar? Então usa-se o regulamento de 1973.
Dizer também que o artigo do Autosport é propositadamente escrito para criar polémica (e click bait) já que compara com uma situação de há 13 anos em vez de situações comparáveis com 1 ou 2 anos. Enfim.
Tens razão… embora acho que é “útil” fazer comparações longínquas!
Caro Scb, O AutoSport pode ter feito uma comparação com 13 anos de distância mas a comparação que eu acima referi, tem somente 2 anos de diferença além de que 20 gramas de diferença dão uma multa de 30.000 euros – ficando 20.000 euros em stand-by – e o não ter consigo a Carta de Controle deu, na altura, uma multa de 10.000 euros mas, mais do que isso, permitiu somar os pontos necessários e fundamentais para um piloto – a quem não discuto atributos – se tornar campeão do mundo ao invés de outro que o deveria ter sido… Ler mais »