Tal como disse Nuno Loureiro ao AutoSport, o grande ‘incidente’ do Rali do Alto Tâmega é a situação de pandemia que o mundo vive e que afeta as vidas de todos duma forma nunca vista. Ainda há dias vimos a Direção-Geral da Saúde a divulgar um plano para a retoma da atividade desportiva do desporto federado com uma lista de recomendações gerais que passam pelo distanciamento social e desinfeção de espaços e infraestruturas. No fim de agosto. Os ralis recomeçaram no início de julho. Ora, desde que recomeçaram os ralis em Castelo Branco, confesso que já estou farto de ver gente nas redes sociais, “ou porque os ralis têm dois dias”, ou “porque as provas têm poucos troços”, “ ou porque a organização isto, ou a organização aquilo” etc, etc. Os adeptos sem exceção deviam era estar contentes por ser possível estar a haver ralis, pelo enorme esforço que a federação, as equipas e as organizações têm vindo a ter para ser possível estar a haver ralis. Surpreenderia muita gente se revelasse que houve provas que só muito perto da data da sua realização se teve a certeza que iam em frente? Poucos imaginam as dificuldades que têm sido necessárias ultrapassar para haver ralis, mas o foco “está no copo meio vazio”. E se olhassem para o “meio cheio”?












Caro JLA, obrigado pela sua visão no entanto permita-me discordar. Antes de mais, encaro os rallys como uma oportunidade para todos os concorrentes desenvolverem o seu nível competitivo, proporcionando simultaneamente um espetáculo que pela sua atratividade permite, por um lado, mobilizar um conjunto alargado de público às regiões onde as provas são desenvolvidas, de forma a dinamizar o comércio e serviços locais e, por outro lado, reunir a atenção do público geral (fisicamente ou à distância) gerando desta forma retorno mediático para os patrocinadores. É este o business case das provas e, quanto a mim, sempre será. Ora, relativamente ao… Ler mais »
Caro RCN Agradeço a sua mensagem, que retribuo, respondendo as várias questões que coloca. 1 – “uma prova com 6 troços (sendo 2 deles percorridos 2 vezes) e perfazendo um total de 101 km poderá aumentar o nível dos pilotos”. Na verdade, não ajuda muito, e eles próprios, não gostam, preferem total variedade, se possível seis troços diferentes. Fazer menos troços é uma forma das organizações pouparem dinheiro, pois com este esquema precisam de menos gente, o que significa menos dinheiro gasto. 2 – “o próprio itinerário da prova foi criticado pelo atual campeão em título”. Cada cabeça sua sentença,… Ler mais »
Caro JLA, obrigado pela sua resposta, apesar de termos visões diferentes creio que estas discussões só favorecem o produto final que todos nós gostamos: os rallys. 1- De acordo com o controlo de custos associados a uma prova com diversas passagens num lote restrito de troços. Contudo, se aplicarmos essa visão ao limite, ficamos com rally sprints. A reflexão que tem vindo a tornar-se cada vez mais premente ao longo dos últimos anos no CPR é perceber-se como é que poderemos aumentar as receitas associadas aos eventos. 3 – Se não existem troços que salvaguardem a atratividade dos eventos, então os… Ler mais »
Vou falar algumas verdades inconvenientes, com conhecimento de causa, não fiquem chocados com alguns comentários. 1.º Atualmente os ralis são organizados para afastar o publico. Entendam isto de uma vez por todas… Este esquema faz com que apenas os verdadeiros adeptos e os verdadeiros apaixonados pela modalidade marquem presença nos troços. São estes que garantem o estrito cumprimento de todas as regras, são estes que se deslocam e são estes que geram um verdadeiro retorno financeiro às regiões onde os eventos se realizam, todos os outros nesta altura em particular são dispensáveis pois colocam todo o trabalho realizado em risco.… Ler mais »
Bruno, obrigado pelo comentário, é sempre bom ter a visão de alguém que está por dentro dos assuntos. O primeiro ponto que refere não surpreende ninguém. Não me senti abrangido pelo comentário, mas falar-se em “verdadeiros adeptos e verdadeiros apaixonados” é no mínimo deselegante. Pergunto-lhe quantas pessoas é que saíram, por exemplo de Lisboa, fizeram mais de 1.000 kms e pagaram uma dormida para ver o Rally Alto do Tâmega? Estou a falar de pessoas que paguem as despesas pelo seu próprio bolso e não de subsidiados por órgãos de comunicação social, equipas participantes e outras pessoas que se tenham… Ler mais »
Concordo. Temos bons carros, bons pilotos e bons ralis… (Nota: não escrevi “extraordinários”…) Estamos a viver o momento que todos conhecemos… Estamos (em todo o mundo) a ter os ralis possíveis…
Para os que gostam de ralis, parece-me não ser preciso acrescentar mais nada!!!
Concordo com o RCN!!! Obviamente
Nada…