Ross Brawn afirmou que não vão haver novos fabricantes de unidades de potência até à introdução de novos motores na Fórmula 1.
Ao autosport.com, Brawn disse que: “Nós, a FIA e os fabricantes estamos a analisar como devem ser os próximos motores. Penso que aí será a oportunidade de novos fabricantes envolverem-se. Ninguém vai investir nos motores atuais, porque depois correr atrás do prejuízo sai caro”.
“O Pat Symonds, o Nick Hayes, o Gilles Simon, o Fabrice Lom e o Nikolas Tombazis estão a trabalhar no futuro. Sabemos quais os objetivos, sabemos a relevância, a economia e sabemos que tem de ser um bom motor de corrida”.
“Também estamos a trabalhar na introdução de combustíveis sustentáveis na Fórmula 1. Isso será um grande elemento para o futuro”.
A esperança é que com as novas especificações da unidade motriz, novos fabricantes juntem-se à Ferrari, Mercedes, Renault e Honda.










Poderiam tentar simplificar as unidades motrizes retirando a complexa MGU-H, e substituindo o motor de combustão interna para um sistema de ignição por compressão, como a Mazda desenvolveu com os motores SKYACTIV a gasolina com a tecnologia HCCI (“Homogenous Charge Compression Ignition”). A ignição do combustível é feita através de uma alta taxa de compressão, como num motor diesel. Estes motores são revolucionários dentro dos motores de combustão interna. E dariam um novo alento e interesse de outros fabricantes a ingressar na F1.
Carros exclusivamente a ocmbustão, creio que já acabou o tempo deles. Mas vamos inverter os híbridos colocando os motores elétricos como principais. Essa é a tecnologia mais viável em termos de futuro, com um grande campo de desenvolvimento e com um grande campo de aplicação. Isso atrairia muito mais construtores pois todos teriam de começar do zero.
Não concordo, a curto prazo ainda há um grande mercado para combustíveis menos poluentes (bem menos poluentes) mas que usem a arquitectura actual de combustão interna. Há várias indústrias que não se vão conseguir adaptar tão rapidamente, devido às novas tecnologias serem caras e algumas estarem ainda em fase de desenvolvimento (e logo mais chances de problemas a curto/médio prazo). Assim que encontrar alternativas não-poluentes que se possa continuar a usar as mesmas máquinas, seria uma forma a curto prazo de colmatar/combater essa poluição.
Continuar a insistir/investir nos motores a combustão faz tanto sentido para os fabricantes de carros como faz para os fabricantes de máquinas fotográficas investir no aperfeiçoamento da fotografia analógica. Não seria por inventarem rolos de 360 fotografias que o estado das coisas iria alterar-se.
E quem acha que se deve esperar que a tecnologia se desenvolva antes de ser colocada no mercado está condenado ao fracasso. Haverá sempre outros a dar o primeiro passo e a ficar com o prémio.
e o hidrogénio ali tão perto…