Bom, esta é quase uma verdade de La Palisse. A não ser que as restantes tecnologias evoluam muito rapidamente, fica claro para todos que o caminho para a eletrificação em massa que está a ser levado a cabo na indústria automóvel vai ter consequências em todas as áreas do desporto motorizado e o Dakar não será exceção.
Em termos de indústria automóvel, nos próximos 12 meses vamos continuar a ouvir e a ler cada vez mais sobre a redução de emissões de CO2 e tudo o que isso significa.
No que ao Dakar diz respeito, esta prova sempre foi um laboratório particularmente exigente para os construtores comprometidos com a inovação e para veículos híbridos e elétricos, a prova constitui um excelente banco de ensaio.
Há três anos, os pioneiros da equipa Acciona, trouxeram um veículo totalmente elétrico ao Dakar, e embora tenham sido os últimos na classificação geral (60º), foram os primeiros a olhar para o futuro.
Ariel Jatón e Tito Rolón conseguiram terminar a prova em Buenos Aires depois de 9.000 km de estrada e pistas e como seria de esperar, parecem ter inspirado outros na aventura elétrica.
Embora não tenham ainda todos os ingredientes técnicos para disputar 100% da prova em modo elétrico, há dois novos projetos que foram apresentados já durante este Dakar na Arábia Saudita.
A equipe Spark Racing Technologies veio à Jeddah apresentar a primeira versão de um E-SUV chamado Extreme-E Odissey 21, e projetado para ir para as pistas em competições de todo o terreno a médio prazo.
O segundo caso é o da moto elétrica que está a ser preparada nas oficinas dos especialistas da Tacita, para o Dakar 2021. Ambos os veículos foram convidados a fazer uma demonstração, no Shakedown e posteriormente outra, no dia de encerramento do Dakar, a 17 de janeiro.
Em paralelo, Gert Huzink apresentou-se na partida de Jeddah com um camião camião híbrido Renault, o #507 preparado pela sua equipa na Riwald, uma empresa holandesa especializada na reciclagem de resíduos e materiais. A equipa tem como objetivo colocar um de seus camiões no pódio da categoria nos próximos três anos.












