Stoffel Vandoorne esteve na Fórmula 1 de 2016 a 2018, fazendo parte da McLaren, juntamente com Fernando Alonso, num período difícil para a equipa britânica.
Vandoorne fez sua estreia em Grande Prémios com a equipe de Woking em 2016, ao lado de Jenson Button, substituindo Fernando Alonso, no Grande Prémio do Bahrein, que ainda estava a recuperar do seu acidente na Austrália nesse ano. Vandoorne terminou em décimo lugar, marcando logo pontos na sua estreia.
Em 2017 foi chamado à equipa, depois de Jenson Button abandonar a Fórmula 1. No entanto as coisas não correram bem ao jovem belga, pois, segundo Vandoorne, a equipa estava concentrada em fazer Alonso feliz:
“Sinto que o meu tempo na McLaren não foi o melhor. Nunca tive problemas com o Alonso, mas ele conseguia sempre o que queria. Havia duas ou três pessoas, bem posicionadas, que faziam com que isso acontecesse.”
“A equipa deu-lhe todo o apoio e todo o poder. No papel, eu nunca terminei na frente do Alonso. Mas de todos os companheiros que ele teve, eu fiquei muito perto, cheguei a estar mesmo atrás dele.”
“Mas a McLaren, em algumas corridas, dizia-me para o deixar passar. Quase sempre era assim.”
Após duas temporadas, Vandoorne saiu da McLaren e agora encontra-se na Fórmula E, com a Mercedes-Benz EQ Formula E Team, tendo o ano passado estado na equipa de ‘testes’, a HWA Racelab. O belga também já correu no FIA WEC.
“Na Fórmula E, Le Mans ou nas corridas de endurance do WEC, tu encontras corridas puras. Aqui estás para correr, não para fazer política.”
“A Fórmula 1 continua a ser o maior campeonato, mas a Fórmula E está logo a seguir. É um dos campeonatos mais competitivos em que já participei. Tem muitos pilotos com experiência de Fórmula 1, outros pilotos têm um historial com o qual poderiam entrar na Fórmula 1.”
“A Fórmula E é o futuro. É por isso que se vê mais fabricantes de automóveis interessados. A Fórmula 1 é um mundo um pouco falso, onde todos se dão bem, mas que só defendo os seus próprios interesses.”









