A decisão da FIA em desclassificar a Renault do Grande Prémio do Japão foi consequência de um sistema de configuração automática de travagem considerado ilegal. Este pormenor foi detetado pela equipa da Racing Point.
Após acusações de que teria existido um ex-funcionário da Renault a chamar a atenção, a revista alemã Auto Motor Un Sport indicou que foi através de um vídeo ‘on-board’ de Daniel Ricciardo, divulgado pela própria Fórmula 1, ainda nos testes de pré-temporada.
O vídeo, capturado através de uma GoPro instalada no capacete de Ricciardo, apresenta uma visão privilegiada do funcionamento do volante do R.S.19.
A Racing Point notou que Ricciardo não precisava de mudar as configurações de travagens em qualquer momento da volta. Além disso, o visor do volante apresentava um item que dizia ‘balanço de travagem’.
A Racing Point também não pensou muito a respeito disto, mas lembrou-se quando precisou de corrigir uma falha no seu próprio sistema de configuração de travagem.
“Isto começou em Silverstone, quando tivemos um problema com nosso sistema de travagem. O sistema falhou depois do Safety Car, quando o Sergio Pérez colocou o balanço para a frente, para aquecer os pneus, e depois não conseguiu sair daí.” – disse o chefe de equipa da Racing Point, Otmar Szafnauer.
“Aí, percebemos que a Renault tinha um sistema automático e nós queríamos ter o mesmo. O objetivo não era protestar contra a Renault, queríamos era um sistema igual. Escrevemos para a FIA e eles disseram que não poderíamos fazer isso.” – concluiu Szfnauer.
Este sistema não foi considerado ilegal do ponto de vista do regulamento técnico, mas os comissários da FIA julgaram ser uma ajuda à pilotagem, o que é proibido no regulamento desportivo da Fórmula 1.
A Renault contra atacou, afirmando que o vídeo não foi a única forma que a Racing Point utilizou para sustentar o protesto. A equipa francesa mantém a tese de que um ex-funcionário entregou informações.
“O vídeo mostra um sistema legal, que era do conhecimento da FIA, e está de acordo com o regulamento técnico. Não escondemos nada. A informação que a Racing Point divulgou foi-lhes fornecida por um ex-funcionário nosso. Não foi apenas o vídeo.” – comunicou a Renault após a desclassificação do Grande Prémio do Japão.










