Poderia vir aqui falar de muitas coisas relativas ao Rali de Portugal, há assuntos de sobra por onde pegar, mas vou falar do que eu acho ser a grande mais valia da prova, e não é de agora: o público. Não há país na Europa, e duvido que haja no mundo, público tão apaixonado e ao mesmo tempo conhecedor dos ralis em geral, do WRC em particular. É uma pena sermos um país tão pequeno, pois se por acaso tem calhado serem os norte-americanos a gostar de ralis, a modalidade estava a anos luz acima de qualquer outra no desportos motorizados. Somos poucos, mas bons e ‘enormes’.
São já muitas décadas a ver o Rali de Portugal, e de todos os ‘ingredientes’ de que é composto um evento do WRC, o tempero do público português
torna a prova num enorme sucesso, ainda maior do que já é.
Este ano não houve o mais pequeno sinal de problemas de segurança com o público, e quando olhamos para o que acontecia há três décadas, percebemos que um povo, quando quer – claro que também há muita ‘mão’ do ACP nisto – sabe reinventar-se.
É curioso relembrar a monstruosa prova de 2001, a última vez que o Rali de Portugal tinha ido a Arganil, em que a chuva, o frio e as tempestades varreram tudo à sua frente, e o seu regresso, 18 anos depois, com a meteorologia totalmente nos antípodas de 2001, com imenso sol e calor. Apesar das dificuldades, as serras do Açor, Lousã, Marão, Cabreira e Fafe foram palco novamente de enormes festas, ficando mais uma vez claro para todos os que nos visitaram, que um rali assim tem que ser eterno. Venha 2020, 2030, 2040. Mas venha.









































