A Mercedes tem sido a equipa mais forte desde 2014. A equipa beneficiou nos primeiros anos da valia da sua unidade motriz, que era muito melhor que a concorrência.
Mas ao longo dos anos as performances dos motores foram-se aproximando e a Mercedes foi inteligente, mudando a filosofia do seu carro como explicou Toto Wolff:
“Nos primeiros tempos da mudança de regulamentação das unidade motrizes, tínhamos um carro que era rápido e que criava baixo arrasto nas rectas, aproveitando a potência do motor”.
“Ao longo dos anos, o chassi e a unidade motriz uniram-se para extrair o tempo por volta ideal. E metade disso foi graças ao motor que ainda é impressionante, mas conseguimos incluir um chassi que tem mais apoio aerodinâmico e mais arrasto. Não somos mais o carro mais rápido nas rectas, mas acreditamos que este é o melhor compromisso entre esses dois factores de desempenho e funciona bem para nós. “
“Eu acho que cada circuito é um grande desafio”, disse Wolff. “Mónaco, tradicional e historicamente, não era a nossa melhor pista. Sabíamos que, pelo desempenho nas curvas lentas que vimos em Barcelona, tínhamos uma hipótese, mas Mónaco é diferente. Definitivamente fomos os mais rápidos.
“Em Montreal divertimo-nos muito no ano passado. É um desafio realmente empolgante e outra grande motivação para ir até lá e fazer o melhor que pudermos. ”
A Mercedes entendeu que não poderia depender apenas do seu motor para ter sucesso e aprimorou o seu chassis. A Red Bull sempre teve de lutar com uma unidade motriz de menor valia e teve de aprimorar ainda mais o seu chassis, uma tradição que vem desde a era dos V8, em que os red Bull eram os carros mais rápidos em curva. A Ferrari por seu lado apostou na filosofia contrária este ano e talvez empolgada com a capacidade do seu novo motor, tentou usar a filosofia anterior da Mercedes, mas com as diferenças mínimas de performance, essa escolha revelou-se errada. São estas escolhas que definem vencedores e vencidos.











