Foi no GP de Espanha que a Ferrari percebeu finalmente que a manter o SF90 como está, dificilmente fará melhor daqui para a frente, comparativamente ao que fez até aqui. Mattia Binoto já admitiu que o conceito do carro pode estar errado, pois a Scuderia levou um grande upgrade aerodinâmico para Barcelona e as coisas ficaram ainda piores.
Numa pista em que a aerodinâmica é fundamental, a velocidade dos Ferrari em reta, que é maior que a da Mercedes, de nada lhes vale se em curva ficam muito longe dos adversários, e não só dos Mercedes, como Max Verstappen deixou claro na Catalunha.
A Ferrari já está a fazer uma investigação interna, de modo a perceber a fundo a questão, mas enquanto isso a Mercedes já vai com cinco ‘dobradinhas’ seguidas, ao ponto de Lewis Hamilton já estar a ‘pedir’ que deem mais luta.
Ainda só se realizaram 25% (mais coisa menos coisa) dos GP deste ano, há tempo para a Ferrari reagir, mas quanto à luta pelo campeonato, esqueçam, essa já lá vai.
É pena, porque os testes de inverno mostraram uma coisa diferente, pensava-se que o equilíbrio iria ser bem maior, mas a diferença de Barcelona de fevereiro, para a Barcelona de maio é abismal.
Agora, para ‘isto’ animar um pouco será preciso que a Ferrari descubra a razão do seu carro ser o que é, que a Red Bull descubra mais uns ‘pós’ no seu novo motor Honda, porque senão arriscamos uma época semelhante à de 1988.
Com a agravante de Lewis Hamilton e Valtteri Bottas não são Ayrton Senna e Alain Prost…










