Foram muito significativas as alterações, este ano, no plantel da Fórmula 1. Só duas equipas, Mercedes e Haas, mantiveram as duplas de 2018, e as novidades são mais do que muitas, inclusivamente na denominação das equipas.
As estruturas de 2018 são exatamente as mesmas, já é assim há uns bons anos, mas alguns dos nomes mudaram. Por exemplo, desapareceu a Force India para dar lugar à Racing Point, comprada por um consórcio liderado por Lawrence Stroll, que, como é lógico, tirou o filho Lance, de uma Williams a definhar, e colocou-o na sua nova equipa.
Em segundo lugar, um nome muito forte regressou em 2018, a Alfa Romeo, que este ano assume por completo o nome da equipa. A Sauber não ‘morreu’, porque a estrutura e a empresa que está por trás continua a ser a Sauber, mas o nome da equipa é agora Alfa Romeo Racing, o regresso ‘total’ de um nome muito grande à Fórmula 1.
Em termos de pilotos, perdemos dois de excelência no final de 2018. Fernando Alonso deixa um enorme vazio, mas talvez volte para o ano depois de ‘atacar’ as 500 milhas de Indianápolis e a Tripla Coroa, bem como tentar ser campeão WEC.
O outro é Esteban Ocon, ainda a crescer, mas já um valor muito seguro, que muito provavelmente vai substituir Valtteri Bottas se este voltar a ter uma época como a de 2018. Está nas mãos do finlandês. Se brilhar, ninguém terá coragem do tirar da equipa.
Mas foram mais. Com menor repercussão, Stoffel Vandoorne, Marcus Ericson, Brendon Hartley e Sergey Sirotkin. Entraram para os seus lugares vários jovens: Alexander Albon (Toro Rosso), George Russell (Williams), Lando Norris (McLaren).
Regressam à Fórmula 1 dois ‘repescados’: Robert Kubica (Williams) e Daniil Kvyat (Toro Rosso), além de António Giovinazzi (Sauber).
Depois, são os ‘veteranos’ que se mexeram muito mais que o costume. Daniel Ricciardo abandonou a RedBull e caiu no braços da Renault. A Red Bull teve de deitar mão a Pierre Gasly, o único da sua cantera com qualidade, para acompanhar Max Verstappen sem lhe fazer demasiada sombra.
Charles Leclerc trocou com Kimi Raikkonen. O finlandês regressou à estrutura em que se estreou na F1 e o jovem monegasco prepara-se para fazer o seu caminho na Ferrari.
Carlos Sainz saiu da Renault e foi para a McLaren, espanhol, por espanhol, e por fim, Lance Stroll, foi para a Racing Point, para o lado de Sergio Pérez.
Na Mercedes, Bottas tem que fazer melhor que em 2018, em que foi ‘cilindrado’ por Lewis Hamilton, na Ferrari será muito curioso de ver o que faz Leclerc face a Sebastian Vettel.
Pierre Gasly tem um trabalho muito difícil pela frente, e provavelmente vai receber muitos SMS de Helmut Marko.
Daniel Ricciardo tem que provar que a sua ida para a Renault é para ajudar a equipa a crescer até onde os franceses pretendem.
Na Haas, tudo deverá ser muito semelhante a 2018.
Na McLaren, se o carro for melhor que o do ano passado, a Carlos Sainz vai exigir-se resultados, mas Lando Norris terá pelo menos uma época em que irão ter toda a paciência com o rookie.
Na Racing Point a luta vai ser curiosa, e agora, no seu terceiro ano de F1, se verá o que vale verdadeiramente Lance Stroll.
Na Alfa Romeo, já se percebeu que o carro é bom, por isso Kimi Raikkonen poderá colocá-lo nos lugares da frente do segundo pelotão e a Antonio Giovinazzi pede-se que faça muito melhor do que fez nos dois GP que correu há dois anos…
Na Toro Rosso, Daniil Kvyat tem a última oportunidade, Alexander Albon… a primeira.
Por fim, na Williams, é difícil projetar, para já, alguma coisa. Julgava-se que o ano passado a equipa tinha batido no fundo, mas pelo que se viu até aqui, neste momento ainda está bem pior. Não conseguiram fabricar peças a tempo…
Por isso, Robert Kubica e George Russel podem ter muitas dificuldades em mostrar o que quer que seja.









