As elevadíssimas temperaturas sentidas em Santiago foram duras para pilotos e máquinas, com este Gen2 a conhecer a prova mais quente de sempre na Fórmula E, com 37 graus de temperatura no ar e 49 graus no asfalto. Bateu o recorde de Putrajaya, na Malásia, quando a Fórmula E competiu debaixo de
35 graus de temperatura. Estas temperaturas foram dura prova para os pneus – que na parte final da corrida sofreram a bom sofrer com vários pilotos a ficarem quase sem borracha – mas sobretudo para as baterias.
E a verdade é que aconteceram alguns abandonos devido ao sobreaquecimento das baterias que acabaram por danificar componentes eletrónicos. Esperava-se que estes carros da Gen2 e as baterias da McLaren fossem mais resistentes ao calor, pois o ponto crítico de utilização subiu dos 55 para os 72 graus. Ou seja, ao contrário do que sucedia anteriormente, só nesse patamar é que o sistema de regeneração começa a perder qualidades antes de chegar aos 80 graus e a regeneração deixar de funcionar.
Isso acontece durante três voltas, antes de voltar a funcionar de forma regular. A temperatura experimentada em Santiago levou as baterias aos limites e isso foi visível, por exemplo, no carro de Pascal Wehrlein, que a três voltas do final reduziu o andamento cerca de quatro segundos por volta. E sofreram muito as baterias com o “Attack Mode”. Foi a corrida mais quente de sempre na Fórmula E e os carros Gen2 foram levados, mesmo, ao limite.










