Está prestes a arrancar a decisão do título Mundial de Ralis, com Sébastien Ogier à procura do seu sexto título consecutivo, neste seu segundo ano de M-Sport/Ford. O francês recuperou de uma desvantagem de 23 pontos depois do Rali da Turquia e em duas provas suplantou Thierry Neuville, liderando agora o campeonato por três pontos. Deverá ser entre estes dois pilotos que tudo se decide, mas como têm vindo a ser os ralis, nada é garantido.
Ott Tänak é o outsider, mas também é claramente o piloto mais rápido dos últimos tempos e por isso pode aproveitar perfeitamente eventuais azares dos seus adversários. O estónio venceu ou liderou os últimos cinco ralis. Nos últimos dois teve dois azares, mas a rapidez está lá. Não é de excluir que seja a sua vez de ter sorte. O piloto da Toyota está agora a 23 pontos da liderança, quando temos apenas pela frente do Kennards Hire Rally Australia, que se realiza entre hoje e domingo.
Os pilotos podem alcançar um máximo de 30 pontos, e dadas as voltas e reviravoltas dramáticas que têm sido apanágio da melhor luta pelo título desde 2003, o Mundial de Ralis até pode ser decidido apenas na PowerStage de domingo.
As permutações de pontos são quase ilimitadas, mas há uma que se destaca. Uma quarta vitória australiana nas estradas de terra de Nova Gales do Sul garantiria o título ao piloto do Ford Fiesta WRC, Sébastien Ogier.
Se estiver quente e seco, no primeiro dia de prova, na sexta-feira (5ª/madrugada de 6ª em Portugal), tendo que abrir a estrada, Ogier vai ter pela frente pistas ainda com muita terra para limpar, e atrás de si, Thierry Neuville já irá beneficiar um pouco. Cada piloto que se seguir vai encontrar a estrada ainda mais limpa.
Apesar de ter três pontos de avanço, a sorte de Ogier pode cair para qualquer dos lados. No primeiro dia, as hipóteses de chover vão subindo ao longo do dia. Se chover, é bom para o francês. Se não chover, é mau. Curiosamente, no sábado, é quase certo que chove. O que pode resultar em dois dias em seu desfavor…
“A pressão está agora do lado dos nossos rivais. Sabemos que abrir a estrada não será uma tarefa fácil, mas tudo pode acontecer e estamos prontos para o desafio. Temos desfrutado de muito sucesso na Austrália ao longo dos anos, e o nosso objetivo é voltar a ter o mesmo sucesso”, disse.
Thierry Neuville venceu o Rali da Austrália em 2017, e está ciente de que tem muito trabalho pela frente para chegar ao que seria o seu primeiro título: “As provas recentes não nos correram bem, e por isso agora estamos envolvidos numa incrível e intensa luta pelo campeonato. Todas as equipas tiveram altos e baixos esta temporada, mas precisamos deixar tudo isso para trás, e concentrarmos-nos em realizar um fim de semana perfeito”, disse.
A única opção de Ott Tänak é vencer, e ver o que acontece com os seus rivais: “Eu vou dar tudo e como ainda tenho uma chance matemática no campeonato de pilotos, mesmo que não esteja nas minhas mãos, não vou desistir até tudo terminar”, disse. A prova é baseada em Coffs Harbour, começa dentro de cerca de 24 horas, com os pilotos a terem pela frente 24 especiais.










