Citroen C3 Aircross 1.2 Puretech
Texto: José Manuel Costa
As aparências podem iludir!
“Se não os podes vencer, junta-te a eles” é um provérbio comum que não mostra sinais de fraqueza, antes de inteligência, a mesma que os homens e a mulher responsáveis da Citroen demonstraram no lançamento do C3 Aircross. Sabem porquê? É que os clientes dos monovolumes choram baba e ranho pelos seus caixotes cheios de espaço, versatilidade e funcionalidade, mas não querem ser vistos dentro deles porque são olhados de esguelha e já “não é bem” ter á porta um monovolume. Inacreditavelmente, as pessoas creem que os SUV e crossover conferem estatuto e oferecem a quem os conduz uma aura de aventureiro. Pff… E, como não podia deixar de ser, é entre os citadinos que o sucesso é maior e dai que o segmento tenha crescido para tomar proporções impressionantes com quase toda a gente lá metida. A Citroen resistiu até ao limite, mas depois de ver a Peugeot a vender 2008 como pãezinhos quentes, a Renault a liderar com o Captur, a Fiat a arrojar com o 500X e os coreanos a lançarem-se de cabeça – a Kia com um híbrido, a Hyundai com um carro totalmente novo – com a Seat a lançar um muito bem conseguido Arona, lá teve de suspirar e no espírito “se não os podes vencer, junta-te a eles” deixou a guilhotina cair sobre o C3 Picasso e fez nascer um radical C3 Aircross, rendendo-se ás evidencias. Mas com um automóvel cuja aparência ilude. Bastante!
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