Correu tudo muito bem nas 24h de Le Mans, exceto num pormenor. A Toyota enfrentou os seus ‘fantasmas’ e derrotou-os, vencendo finalmente a prova.
Fernando Alonso confirmou que é mesmo um piloto de exceção, como se dúvidas ainda existissem, e fez o seu trabalho na perfeição, assegurando a segunda ‘parte’ da Tripla Coroa, ficando só a faltar o triunfo nas Indy 500. Mas quanto a mim houve um pormenor que era perfeitamente desnecessário. Toda a história de avanços e recuos da equivalência de performance que ‘permitiu’ que a Toyota deixasse o adversário mais próximo a 12 voltas.
Significa isto que não houve corrida da Toyota contra as ‘outras’, mas sim apenas contra si própria e ‘contra’ Le Mans. A Toyota trabalhou para ‘derrotar’ Le Mans, porque, pura e simplesmente, não tinha adversários em pista, e quem contribuiu para que as coisas chegassem ao ponto de haver tão grande diferença de andamentos, não ajudou a seduzir mais adeptos para as corridas.
Portanto, não havendo essa luta, esta corrida valeu pelo triunfo da Toyota, que já era merecido há muito, e por mais uma fantástica demostração de Fernando Alonso, que não veio a Le Mans para fazer currículo. Entregou-se de corpo e alma à causa. Há meses saí do AIA, durante os testes da Toyota por volta da meia
noite, Alonso ainda lá estava, quando saí muito cedo do hotel na manhã seguinte para tomar o pequeno almoço, já o espanhol saía…
Quem viu como andou durante a noite e ‘espetou’ 1m27s a Mike Conway e a José Maria Lopez, percebe melhor o porquê de Alonso merecer bem mais do que o que tem.









