WEC: Privados podem ser penalizados se forem mais rápidos que os Toyota

Por a 15 Fevereiro 2018 19:17

O ACO não quer abusos por parte dos privados e irá penalizar quem  for mais rápido que os Toyota . Os organizadores do WEC confirmaram isso, com o intuito de inibir os privados de fornecerem dados falsos em relação à performance das suas máquinas, dada a entrada de  novos carros (Ginetta, Oreca e Dallara), o que colocaria em causa o EoT (Equivalence of Technology).

Na base está a seguinte regra: “Todos os concorrentes e fabricantes que deliberadamente forneceram informações erradas, tentaram influenciar o processo EoT, ou cujo nível de desempenho é superior ao resultado esperado, poderão ser  penalizados antes, durante ou após uma corrida”.

As regras estabelecem uma penalização mínima de cinco minutos de paragem e pode mesmo ser atribuída uma volta de penalização no final da prova.

Vincent Beaumesnil afirmou que “a razão pela qual os não híbridos possam ser mais rápidos pode apenas ser atribuída a não terem sido fornecidos dados corretos. O que estamos a dizer é que nós estamos a dar um determinado nível de performance e se esse nível não se verificar, então fomos enganados.”

Esta é uma medida de segurança, uma vez que o EoT não pode ser alterado antes de Le Mans, o que poderia dar uma vantagem aos privados na mítica prova francesa, caso o EoT estivesse adulterado. Depois de Le Mans, o EoT poderá ser alterado, não sofrendo mais modificações até a última ronda do campeonato, as 24h de Le Mans também. O processo que poderá levar às penalizações ainda não foi esclarecido, mas a é premente a vontade de manter os LMP1 com um nível de performance equilibrado. que para híbridos e para não-híbridos.

Por outro lado não serão dadas nenhumas benesses às equipas privadas depois de Spa, se forem mais lentas que a Toyota.

A performance dos Toyota não foi alterada, tendo sido apenas diminuída a capacidade do depósito para 35Kg o que poderá equivaler a 11 voltas a Le Mans. A capacidade dos privados foi aumentada em 52.9Kg.

Caro leitor, esta é uma mensagem importante.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI

5 comentários

  1. João Pereira

    15 Fevereiro, 2018 at 20:35

    1 – Acho que a Toyota há muito que merece vencer Le Mans.
    2 – Acho que a Toyota merece vencer Le Mans sem favores, e lamento muito que este ano não tenha concorrência à altura.
    3 – Estão a fazer tudo para que a Toyota vença este ano.
    4 – Não me incomoda nada que tenham alterado a data de Fuji, porque Alonso não é determinante para o resultado final da Toyota, que até se dá ao luxo de “dispensar” Davidson e colocá-lo no banco do simulador.
    5 – Este exagero de regras BoP e EoT, só demonstra a incapacidade e incompetência de quem faz os regulamentos, como vai desvalorizar uma eventual vitória anunciada da Toyota (ver 1 e 2), e até transformar as 24H de Le Mans deste ano numa farsa maior do que quando os regulamentos foram (re)feitos à medida do Peugeot 905, numa altura em que a equipa era dirigida imagine-se lá por que “trapaceiro”, mas posso dizer que também fez trapaça no Dakar, e mais tarde na F1 com outro construtor.
    6 – Esta trapalhada de regulamento, leva à confusão dos fans habituais de há muitos anos, mas também dos novos, que vão ter dificuldade em perceber porque um carro tem que ser penalizado em tempo ou voltas, apenas porque é mais rápido que os Toyota.
    7 – Se a Toyota não vencer este ano, é melhor que abandone o WEC e Le Mans, porque se não consegue viver com um regulamento tão protector, com o maior investimento de fábrica, a Experiência da Oreca, e a melhor tecnologia, então é porque no Japão não há mesmo gente competetente para fazer bons carros e motores de corrida, e talvez seja melhor cooncentrarem-se a fazer riquexós.
    8 – Isto pode levar a mais uma morte do WEC, que tem tantos fans, e que desde os anos 70 tem sido várias vezes morto pelos regulamentos que teimam em mudar de cada vez que as coisas estão a correr bem.
    9 – Espero que o Dr. Ullrich venha a tempo (e seja ouvido) de salvar isto para 2019, porque já se viu que 2018 vai ser uma tragédia, que pode muito bem transformar-se em comédia se a Toyota não vencer Le Mans sem recurso a penalizações extra, que são tão vergonhosas, até porque surgem numa altura em que a IMSA acabou com as falsas “Course Yellow”.
    10 – Estou à beira de mudar de desporto. Alguém sabe de algum bom jornal sobre futebol?

    • Iceman07

      18 Fevereiro, 2018 at 18:38

      E o “trapaceiro” agora é presidente da FIA. É o prémio pela sua vigarice ao longo da carreira.

      • João Pereira

        19 Fevereiro, 2018 at 18:36

        Chiiiuuuu!
        Então Iceman! Chamar “trapaceiro” a um director de equipa (ele já era”trafulha” quando era navegador) é uma coisa, mas um presidente é outra coisa, porque esses já estão acima de qualquer suspeita.
        Mas por acaso gostava de ver o que dava uma investigação a esse “Petit Napoleon”, ao estilo daquela que fizeram ao Monsieur Blater (ou lá como se escreve o nome) da FIFA, e ao Monsieur Platini da UEFA. Não sou dado a futebol, mas pela vaga ideia que tenho dessas investigações, acredito que Monsieur Todt não lhes ia ficar atrás.
        Há muitos indícios de corrupção na FIA, mas Ecclestone impediu algumas situações por querer defender o $€u, e creio que a Liberty estará a fazer ainda pior, porque está disposta a facilitar, para defender ainda mais o $€u, depois de ter pago todos aqueles milhões, que devem totalizar aproximadamente o orçamento de estado deste nosso cantinho, incluindo as “derrapagens”, já que estas fazem parte do desporto motorizado.
        Acredito que os construtores vão ser os melhores policias, e falo até em abdicarem de uma tranche (20 a 35% conforme uma nova análise do seu mérito histórico, feita por historiadores independentes, sujeita a votação externa) dos seus subsídios históricos, dos quais a Ferrari é a maior beneficiária, e a Renault a que menos merece (um belo presente de Ecclestone quando já estava de partida), e claro que a FOM e a FIA avançassem também com alguns milhões (o dobro, ou no mínimo o mesmo valor de que os construtores abdicassem) dos lucros exagerados que auferem, de forma a criar um fundo de subsidio a novas equipas e equipas de fim de pelotão, bem como a construtores independentes de motores, ideia que já aqui lancei há algumas semanas. Acredito que iríamos ter 13 equipas e 26 á partida, ou mesmo 14 ou 15 equipas e 28 ou 30 carros, se se voltasse a admitir um regime de não qualificados. Para já, digo apenas que estes subsídios seriam alvo de aprovação a projectos credíveis, e seriam sujeitos a objectivos a atingir a curto e médio prazo, quero dizer a um ano até três, e qualquer alienação de capital por parte dessas equipas beneficiárias, teria que ser aprovado.
        O subsidio seria concedido não em crédito, mas sim em pagamento de componentes fabricados externamente, em que estariam obrigatóriamente incluidos o contrato de fornecimento de motores, pneus contra e transporte aéreo de todo e apenas do equipamento de e para a Europa. Creio que estamos a falar de 35 a 40 milhões para uma uma pequena equipa, o 1ue resultaria num valor máximo de 200 milhões para 3 equipas (garantir 26na grelha), mais o mesmo valor para cada no máximo de dois construtores de motores independentes), que receberia na mesma o pagamento dos seus clientes (máx 20 milhões cada) por ano e só se fossem clientes subsidiados. Isto bate aproximadamente com a contrapartida que referi entre bónus histórico das equipas, FOM e FIA tudo somado.
        Ao subsidio do segundo e terceiro anos, seria deduzido o bónus de pontuação e direitos de televisão referido ao exercício anterior.
        Até posso desenvolver mais esta ideia, mas para isso, acho que já mereço ser… não digo bem pago, mas pelo menos bem “subsidiado”, até porque muito bem pagos já são o Ross Brawn (outro trapaceiro) e Pat Symonds (fiel escudeiro de Brawn desde a Benetton), e não fazem um simples “falo” de jeito, nem sequer ao nível das famosas “estatuetas” elaboradas pelas laboriosas raparigas da cerâmica das Caldas.
        Cumprimentos Iceman7, e uma grande (muito provavelmente última) época para esse fantástico finlandês, com pelo menos uma ocasião em que no pódio ele olhe do alto para os outros dois.

  2. so23101706

    15 Fevereiro, 2018 at 21:25

    Por outras palavras, o Dick Vigarista tem de ganhar der por onde der. Será mais uma vitória manchada pelo escândalo… nada a que não esteja habituado.

  3. Iceman07

    18 Fevereiro, 2018 at 18:26

    Já agora, podiam penalizar os LMP2 que ficassem à frente dos Toyota nas 24h de Le Mans. É uma vergonha os LMP2 aguentarem 24 horas e os Toyota todos avariarem.

Deixe aqui o seu comentário

últimas VELOCIDADE
últimas Autosport
velocidade
últimas Automais
velocidade