Muitas grid girls criticaram, e até ridicularizaram, a decisão da Fórmula 1 de abolir aquilo que foi, até agora, uma tradição na modalidade. Na quarta feira, a Liberty Media, proprietária da F1, declarou que empregar estas raparigas era “contra as normas da sociedade moderna”.
A decisão segue uma ação semelhante, feita pela Professional Darts Corporation, no mês passado, que colocou no centro das atenções modalidades como o boxe, UFC e o ciclismo, todos, à data, contratando ainda mulheres para entreter os espectadores nos eventos. Algumas grid girls têm lutado contra esta decisão, alegando que é um atentado ao direito que têm de tomar as suas próprias decisões.
Rebecca Cooper, cinco vezes grid girl, escreveu no seu Twitter “O inevitável aconteceu: as grid girls da F1 foram banidas. É ridículo que as mulheres que dizem lutar pelos seus direitos digam o que outras devem ou não fazer, proibindo-nos de fazer o nosso trabalho, que adoramos e temos orgulho em fazer. Se não fizermos algo para parar isto, onde irá acabar? Sem grid girls, sem cheerleaders, cantoras mulheres a serem influenciadas acerca do que vestir em palco, sem modelos mulheres nas revistas? Eu lutarei pelo meu direito de escolher o que visto, onde trabalho, por manter o meu trabalho, que amo”.
Outra grid girl, Lauren-Jade Pope, escreveu: “Graças a estas feministas, ficamos sem trabalho! Era grid girl há oito anos e nunca me senti desconfortável. Amo o que faço, se não, não o faria! Ninguém nos força a fazer nada, é uma escolha nossa”. Hannah Louise, também grid girl, assume-se também devastada. “Sou grid girl, ADORO o meu trabalho e ESCOLHI fazê-lo! A questão é que muitas pessoas estão ofendidas, em nome de pessoas que não estão ofendidas”.









