Yves Deflandre esteve imparável e assegurou a segunda vitória consecutiva no Rally de Portugal Histórico. Vencedor da prova do ano passado, voltou a dar cartas nesta edição de 2017.
Depois de ter assumido a liderança na manhã de quarta-feira, na segunda secção que ligou a Figueira da Foz a Arganil, o piloto do Porsche 911 de 1972 não deu qualquer hipótese aos rivais e se até final não foi um passeio, assegurou uma vitória merecida, ao terminar com 32,5 segundos de avanço sobre os segundos classificados, a dupla lusa, João Vieira Borges/João Serôdio no belo Porsche 911 Carrera (1985). A completar o pódio, outra dupla totalmente portuguesa, composta por Paulo Grosso/Susana Cordeiro (Porsche 911, 1968) que terminaram a 149,3s dos vencedores. No top 10 ficaram oito concorrentes estrangeiros e dois portugueses.
A controlar a vantagem conseguida desde quarta-feira, o belga passeou pelos troços do centro do País e foi aumentando ainda mais a margem até chegar ao Kartódromo dos Milagres, palco da Prova de Regularidade por Sectores de ontem. Pela frente ainda havia os troços da Nazaré, Gradil, e as duplas passagens pelas classificativas da Lagoa Azul / Peninha e Sintra, mas até lá apenas uma hecatombe poderia ditar alterações na classificação geral dados os mais de 70 segundos que Deflandre tinha de vantagem. Em Sintra, a margem caiu para metade, mas ainda assim suficiente para vencer…
Atrás dele surge João Vieira Borges. O Campeão Nacional de Ralis de Regularidade do ano passado também levou a cabo uma excelente prova e na impossibilidade de atacar a vitória, rodou de forma tranquila e muito regular, assegurando o lugar intermédio do pódio. O homem do Porsche 911 Carrera de 1985 fez uma recuperação muito significativa, subindo da 11ª posição que ocupava à chegada à cidade da foz do Mondego até ao terceiro lugar logo no dia seguinte, quando a cidade de Viseu acolheu a caravana.
No lugar final do pódio, ficou Paulo Grosso, aos comandos de um Porsche 911 de 1968, uma posição bem mais disputada, com o português a ‘vencer’, depois de ter saído de Leiria na quarta posição. A fase final da prova da dupla lusa Paulo Grosso/Susana Cordeiro foi irresistível, e o pódio foi o prémio. Recorde-se que o homem do Porsche 911 de 1968 que estreou na prova começou o rali em nono e depois de uma boa escalada, acabou mesmo por garantir a posição mais baixa do pódio. Um resultado que surgiu na sequência de animado despique com van Rompuy. O belga do Opel Ascona parecia estar garantido no terceiro lugar, mas fortes penalizações na segunda passagem por Sintra ditaram a incontornável perda de posição mesmo ao cair do pano.
Digna de nota foram também as prestações de Dominique Holvoet (Toyota Celica 1600 GT de 1971) e Michel Decremer (Opel Ascona 400 de 1981). Ambos levaram a cabo animado duelo pelo mais baixo do pódio ao longo do terceiro dia, mas ambos acabaram por soçobrar com problemas e acidentes.
Quanto aos restantes vencedores, van Rompuy foi o melhor entre os H5, em quarto da geral, enquanto a vitória nos H4 ficou a cargo de Pedro Camilo, que levou o Fiat 127 de 1976 ao 64º posto da geral. No C1 a vitória foi de Christian Roussel, que colocou o Volkswagen 1200 de 1961 na 49ª posição. Pedro Mendes Alves levou o Alpine Renault A-110 de 1964 ao triunfo na C2, com o 66º lugar, e Neil Revington rodou com o Triumph TR4 de 1962 à vitória na C3, com a 55ª posição da geral. Já que no que toca a Teams, o triunfo foi da Maquisard, composta pelos carros números 30, 33, 34, 65 e 82.
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FOTOS João da Franca e Paulo Pacheco








