O Rali da Letónia é o próximo, e último, desafio da temporada para Bruno Magalhães. O piloto português chega à Letónia ainda com esperanças de se sagrar campeão europeu, o que seria o primeiro título para um piloto português. Neste momento, a melhor classificação de um português no ERC foi o segundo lugar de Miguel Campos, em 2003, posição que a dupla Magalhães já tem garantida. São 24 os pontos que separam Bruno Magalhães de Kajetan Kajetanowicz, pelo que o título é possível. No entanto, a dupla portuguesa terá que fazer um rali quase perfeito e esperar que o bicampeão europeu não consiga estar tão bem.
Há 13 classificativas a ser disputadas sábado e domingo, num total de 204 quilómetros contra o relógio. Bruno Magalhães, para chegar ao título, vai ter uma forte oposição por parte de Alexey Lukyanuk, Ralfs Sirmacis – o máximo vencedor do evento – e, claro, Kajetanowicz. São 39 pontos em discussão e 24 pontos para recuperar. As contas são fáceis, Bruno Magalhães tem de obter um excelente resultado, e esperar que o polaco faça menos 25 pontos que a dupla Magalhães.
Ciente das dificuldades que vai enfrentar sobretudo devido ao facto de desconhecer por completo a prova ao contrário do seu adversário, Bruno está preparado para no final festejar: “Quer seja o título de campeão ou vice-campeão. Quando fiz a primeira prova da época, nos Açores, estava longe de imaginar este maravilhoso percurso que temos vindo a fazer. Ter a oportunidade de fazer a época completa e de ter conseguido deixar para o último rali a decisão do título é, simplesmente,espectacular.”
“O título de vice-campeão já tem sabor a vitória e já é um enorme orgulho dadas as condições em que fizemos toda a época. Por isso, a pressão não está do nosso lado, vamos fazer o nosso trabalho e esperar para ver. Os troços muito rápidos e com condições atmosféricas adversas. Espera-se chuva. Para além disso, os pilotos locais são sempre os favoritos neste rali. Mas, tudo pode acontecer. Se não estivéssemos aqui nunca saberíamos o que poderia acontecer. Por isso, é seguir em frente e no final juntarmo-nos à grande festa de encerramento do Campeonato”, acrescenta Bruno Magalhães.
E também vai correr contra o novo diamante que tem vindo a ser lapidado ao longo dos últimos anos, o Kale Rovanpera que apesar de bem mais novo que o Bruno já deve ter quase tantos kms em carro de competição como o Bruno.
Para quem só estava para a primeira prova, é um feito enorme.
Por aqui se vai percebendo a capacidade e o potencial das equipas nacionais.
São só as condições mínimas, mas aplicadas ao detalhe, fazem vice campeões, e é muito bem feito!
Um grande OBRIGADO a toda equipa ARC e aos nossos Magalhães, que continuam com a mesma postura e ambição, para acabar a ganhar este campeonato.
Agora,tragam de lá o caneco, sfff.