O diretor para os desportos motorizados da Honda, Masashi Yamamoto, acredita que a Mclaren é uma empresa que se pode esforçar para se adaptar às mudanças e espera que a Toro Rosso seja mais aberta às ideias. A McLaren e a Honda reuniram-se em 2015, mas a parceria foi minada por alguma falta de fiabiliade e desempenho. Em 2018 esta união vai ser quebrada e as duas marcas vão separar-se. A Honda vai juntar-se à Toro Rosso, num acordo por vários anos, e Yamamoto tem esperança que a equipa baseada em Faenza seja mais receptiva à mudança.
“Ao trabalhar com a McLaren, apercebi-me que são uma empresa muito grande. É, obviamente, muito forte por causa disso, mas, ao mesmo tempo, podem achar mais complicado adaptar-se às mudanças. Compare com a Toro Rosso, que é uma empresa em crescimento. É muito importante para nós trabalhar em parceria, em direção ao mesmo objetivo, estamos muito ansiosos. Por exemplo: se compararmos as duas equipas, usando analogias de culinária, digamos que a McLaren é a cozinha francesa, muito sofisticada, e a Toro Rosso é mais um prato caseiro, delicioso, onde é possível adicionar novos ingredientes e manter a qualidade – estamos ansiosos por fazer isto. Os regulamentos mantêm-se até 2020, por isso, ainda temos três anos e queremos mostrar os nossos avanços tecnológicos. Queremos, sobretudo, mostrar o potencial da Honda”, disse Yamamoto, em entrevista ao site oficial da Honda.
No entanto, o mesmo admitiu que a Honda não conseguiu atender às expetativas da McLaren e não atingiu os resultados esperados: “O nosso lema, enquanto McLaren-Honda é ‘One Team’ – working together to get performance (Uma equipa – trabalhar juntos para obter o melhor desempenho). No entanto, não nos apresentámos tão bem como esperávamos nos testes de pré-temporada e, por isso, desde o início, não conseguimos o máximo de potência que queríamos e que a McLaren esperava. Obviamente, a Honda preferiria ficar em parceria com a McLaren, mas não conseguimos alcançar os objetivos de desempenho e fiabilidade estabelecidos pela equipa. Isto criou tensão entre nós e, infelizmente, a separação foi o resultado. No mundo da Fórmula 1, é importante obter os resultados, é parte do acordo”








