A saída, anunciada, da Porsche do Campeonato do Mundo de Endurance no final de 2017 faz crescer o número daqueles que consideram que no futuro os protótipos podem deixar de ser os ‘reis’ do espetáculo no FIA WEC. Andy Priaulx é um deles. O equilíbrio de forças que tem imperado em GTE Pro faz o britânico da Ford acreditar que a categoria possa vir a ser a principal no campeonato. O sistema BoP (Balanço de Performance) veio dar uma ajuda importante para que tal acontecesse.
Priaulx sabe que a Ford tinha maior ascendente na época anterior, mas também que na prova do fim de semana, no México, a altitude do circuito – 2285 metros acima do nível do mar – pode ser um fator favorável: “No ano passado estivemos longe da concorrência. Mas durante a época houve enormes mudanças de BoP. Se bem me recordo houve treze em nove corridas. Acho que este ano em Le Mans o BoP não esteve longe do que devia ser. Não foi perfeito, já que o Ford nunca foi suficientemente rápido para poder ganhar. Tínhamos o potencial para ganha? Não. lutamos com um carro (o Aston Martin Vantage) que tem nove anos de idade? Sim. Eis a história”.
No entanto o britânico tem uma visão otimista do futuro, sobretudo em relação ao que a categoria GTE vai pesar no campeonato nos próximos anos: “Podemos estar perto de ter seis ou sete construtores num futuro próximo, enquanto que os LMP1 requerem um orçamento muito grande. Talvez que aos nossos GT falte dotá-los de um sistema híbrido, mais potência e aerodinâmica, e simplesmente deixá-los lutarem por uma vitória à ‘geral”.









