Bruno e Hugo Magalhães terminam o segundo dia do Rali Barum Zlin na 12ª posição da geral, a pouco mais de 14 segundos dos lugares pontuáveis, isto num rali que poderia permitir recuperar alguma coisa a Kajto Kajetanowicz, que por acaso não está também a fazer uma prova muito boa. O líder do Europeu de Ralis é apenas oitavo, num rali em que os especialistas locais dão cartas, sendo que no top 10 estão seis pilotos da Rep. Checa, e se este fosse uma ‘normal’ prova do ERC, Magalhães seria quinto, mas ainda assim está atrás de pilotos como Marijan Griebel, que está num excelente quarto lugar da geral e Nikolay Gryazin, que passou o português nesta última especial.
Já se sabe que esta prova é muito específica, os especialistas locais sempre deram cartas aqui, mas o piloto português podia estar a aproveitar o rali menos conseguido de Kajetanowicz, que mais não está a fazer do que marcar Magalhães, claramente o que está mais perto de si nas contas do campeonato. É que depois desta prova ficam a faltar apenas dois ralis em Itália e na Letónia e se este resultado se mantiver, muito mais difícil se torna ao piloto luso para lá chegar. Mas até ao lavar dos cestos é vindima e por isso há que continuar a lutar: “O feeling inicial não foi mau, melhorámos face ao Rally Rzeszow, mas toda a gente estava a andar muito depressa. Tive que fazer experiências nos troços, especialmente nas partes com mais terra. O desconhecimento aqui é um grande problema. Melhorei o set up, ganhei um pouco de confiança, a segunda passagem já foi melhor”, disse o piloto luso, que vai ainda tentar chegar aos lugares pontuáveis e ver o que acontece à sua frente.
Na frente do rali está Jan Kopecky, agora com 16.6s de avanço para Alexey Lukyanuk, que cometeu um erro e atrasou-se um pouco. O rali não está decidido, e é quase certo que o russo, sem nada a perder, vai tentar is buscar Kopecky, que neste rali quase podia guiar de olhos fechados.
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