Em Silverstone a diferença da Honda para os restantes construtores envolvidos na Fórmula 1 foi enorme, mas o seu responsável, Yusuke Hasegawa acredita que pode reduzir essa margem num futuro não muito longínquo. No rescaldo do Grande Prémio da Grã-Bretanha, onde Stoffel Vandoorne terminou a uma volta dos líderes, em 11º, e Fernando Alonso somou mais um abandono, o diretor da Honda mostrou-se satisfeito por ter surgido em Silverstone com uma atualização do motor, “porque aumentou as expetativas de marcar pontos”.
Hasegawa reconhece que é preciso muito mais para chegar ao nível de Mercedes e da Ferrari, mas mostra-se “confiante” de que pode “encurtar a diferença” para os primeiros. “Desse ponto de vista a velocidade do desenvolvimento é boa. Mas ao mesmo tempo é natural para os seguidores que tal possa de facto ser atingido”.
Seja como for a ‘Spec 30’ do motor Honda ainda não correspondeu às expetativas, sendo que em Silverstone, por comparação a outras provas anteriores, a performance desceu – na ordem dos 12 km/h em Espanha e 14 km/h no Canadá e no Azerbaijão. Na prova britânica a velocidade de ponta foi menor em cerca de 30 k/h. “Introduzidos um novo conceito de unidade de potência este ano, por isso quase podemos chamar novamente a este o ano um. Por isso o peso do motor, o centro de gravidade e o conceito de combustão segue na mesma direção de outros construtores de motores”, sublinhou Hasegawa,
“É bom para nós fazermos isto. Podemos modificar a especificação de alguns dos componentes para tentar alcançar outros três construtores de motores. No ano passado o conceito de motor era completamente diferente, por isso modificações não duplicavam o mesmo tipo de performance. É por isso que tivemos de mudar todo o conceito do motor este ano”, explica ainda o responsável da Honda para a F1.










