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Demorou algum tempo, mas já se começa a ver algum trabalho dos novos Kit R4 para ralis, feitos pela Oreca. Numa categoria que em termos de performance irá ficar entre os atuais R3 e R5, há duas grandes vantagens. Os custos serão bem mais baixos que os R5 e as carroçarias poderão permitir uma diversidade que atualmente não se vê nos ralis…
A Oreca, preparador francês, que detém o direito de fornecer nos novos Kits R4 de ralis da FIA tem vindo a divulgar imagens de ‘concept’ mostrando como alguns futuro R4 podem ser, depois de instalados componentes standard serem instalados. A imagem mostra um Dacia Sandero e Lada Kalina, embora se saiba já que o primeiro carro a ser preparado com este novo kit de ralis irá ser o Toyota Etios. A empresa francesa está a trabalhar no sentido de conseguir que estes novos carros fiquei cerca de 30 a 35 por cento mais baratos que os atuais R5, prevendo-se terem motores 1.6 litros turbo à volta dos 265 cv. Acredita-se que o Etios foi escolhido porque o engenheiro da Oreca, Olivier Maroselli, antigo engenheiro do WRC, foi anteriormente responsável pelo trabalho no Toyota Etios R5 para o importadores paraguaios da marca japonesa.
Relembre-se que há muito que a FIA percebeu que os Grupo N estão a perder gás nas principais competições internacionais, bem como nos campeonatos de cada país, e por isso quis dar um abanão no atual estado de coisas. Aproveitando a boleia de uma grande mudança no topo da pirâmide, a FIA nomeou a Oreca como fornecedora dos Kit dos R4, uma categoria criada maioritariamente para a utilização nos campeonatos nacionais de cada país. Esta decisão acabou com um longo período de espera pela versão final do regulamento. A fórmula, inicialmente anunciada pela FIA em setembro de 2015, permite que a montagem de equipamento específico seja feita num “largo número de carros atualmente disponíveis no mercado”.
Este FIA R4-kit é universal e adapta-se a todos os tipos de carros de produção, oferecendo por isso um alargado espectro de hipóteses. Para além da diversidade de veículos, será possível participar em muito campeonatos diferentes. O equipamento permite mesmo a conversão de carros em versões de quatro rodas motrizes e o uso de motores 1.6 litros turbo. Em termos de custos e performance, estes carros preveem-se poder ficar entre os atuais R3 e R5: “A nossa intenção foi criar uma nova categoria low cost, dentro da pirâmide dos ralis, isto num carro com o mais alto nível de segurança. É importante que os custos se mantenham baixos, e para os concorrentes não há custos de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, os concorrentes saberão que todas as especificações R4 serão idênticas, criando plantéis equilibrados de carros esteticamente distintos” revelou o diretor técnico da FIA, Bernanrd Niclot.
Esta fórmula pretende unificar o espectro de carros que atualmente existem um pouco por todo o lado, por exemplo os que correm sob as regras AP4 no Campeonato Ásia Pacífico e outras regras nacionais, e estes novos Kits R4 nada têm a ver com as regras dos R4 criadas em 2001, que, na altura, foram pensadas para melhorar as performances dos Mitsubishi Lancer e Subaru Impreza existentes em Grupo N. Para o diretor de Tecnologia da Oreca, David Floury: “com a nossa experiência nos ralis, incluindo o WRC2 e WRC3, em épocas recentes, temos uma boa ideia da diversidade de carros, as suas performances e características. Isso permitiu-nos desenhar o kit R4, que vai colmatar um espaço na atual cena dos ralis. Abaixo dos R5 mas significativamente acima dos R3”, disse.
Martin Holmes/JLA









