O motor mais bem sucedido da história da Fórmula 1 estreou-se há 50 (1967), na época do Lotus 49 de Jim Clark, no Grande Prémio da Holanda. O Cosworth V8 DFV foi pioneiro na tecnologia das quatro válvulas por cilindro e que foi usado, de várias formas, até 1985. O motor ‘deu’ 12 títulos de pilotos e 10 de construtores além de duas vitórias nas 24 Horas de Le Mans, e de 10 vitórias nas Indy 500.
Na sua estreia, em Zandvoort, Clark arrancou de terceiro e depois da desistência de Graham Hill, seu colega de equipa, pilotou confortavelmente até à vitória tendo ganho com uma vantagem de 25 segundos sobre Jack Brabham. Um resultado fantástico para a Cosworth no que foi o início de uma nova era para a F1. Recorde um pouco do que foi o motor.
Vitórias por marca de motor na F1
Motores Ford na F1: Ford Cosworth DFV (1967-1983); Ford Cosworth DFY (1983-1985); Ford Cosworth GBA (1986-1987); Ford Cosworth DFZ (1987-1988); Ford Cosworth DFR (1988-1991); Ford Cosworth HBA1 (1989); Ford Cosworth HBA4 (1990-1991); Ford Cosworth HBA5 (1991-1992); Ford Cosworth HBA7 (1992-1993); Ford Cosworth HBD (1992-1994); Ford Cosworth EC Zetec-R (1994); Ford Cosworth ECA Zetec-R (1995-1997); Ford Cosworth ED (1995-1998); Ford Cosworth JD Zetec-R (1996-1998); Ford Cosworth VJ Zetec-R (1998-1999); Ford Cosworth CR-1 (1999); Ford Cosworth CR-2 (2000); Ford Cosworth CR-3 (2001-2004); Ford Cosworth CR-4 (RS-1) (2003); Ford Cosworth CR-5 (2003); Ford Cosworth CR-3L (2004); Ford Cosworth CR-6 (2004); Ford Cosworth RS-2 (2004); No fim de 2004, a Ford vendeu a Jaguar e Cosworth…
| 1 | Ferrari | 228 | |
| 2 | Ford Cosworth | 176 | |
| 3 | Renault | 168 | |
| 4 | Mercedes | 153 | |
| 5 | Honda | 72 | |
| 6 | Climax | 40 | |
| 7 | TAG Porsche | 25 | |
| 8 | BMW | 20 | |
| 9 | BRM | 18 | |
| 10 | Alfa Romeo | 12 | |
| 11 | Offenhauser | 11 | |
| 12 | Maserati | 11 | |
| 13 | Vanwall | 9 | |
| 14 | Repco | 8 | |
| 15 | Mugen Honda | 4 | |
| 16 | Matra | 3 | |
| 17 | TAG Heuer | 2 | |
| 18 | Porsche | 1 | |
| 19 | Weslake | 1 |









Este motor casava muito bem com os chassis,como elemento autoportante. Era compacto para a época e estreito, sendo óptimo para até como elemento estrutural e facilitador da aerodinâmica dos chassis ingleses. (integrava-se às 1000 maravilhas no conceito dos wing cars. Por isso a FIA de Paris não descansou enquanto não aboliu essa inovação, para fazer a favor à Ferrari-sempre eles, não é ? e à Renault. Muito triste). E em termos de chassis os ingleses estavam muito à frente de todos os outros,fruto essencialmente da sua enorme experiência vinda da indústria aeronáutica, onde a F1 ia “pescar” cada vez mais… Ler mais »
Discordo quando diz que não era um motor talhado para endurance. Então que dizer das seis vitórias à geral nas 24h de Le Mans: 1966 a 1969(Ford GT40 humilhando os Ferrari), em 1975(Gulf Mirage) e finalmente em 1980(Rondeau)?
Cumps.
Um motor com 50 anos no actual carro da McLaren seria um upgrade.
Não foi só o motor que deu os títulos, foi também a maneira como foi usado pela Lotus, sendo o próprio motor parte do chassi, o que ajudou a cortar no peso e também no equilíbrio do próprio monolugar.
Acho que o título é um pouco exagerado, é como dizer que a Mercedes dominou em 2014/2015/2016 somente por causa do motor ser superior, quando foi também porque o casamento com o chassi foi bem feito (ninguém ganha na F1 somente com um bom motor).