Arie Luyendyk, duas vezes vencedor das 500 Milhas de Indianapolis, considera que Fernando Alonso não deve ir para a clássica norte-americana demasiado confiante. O holandês – que venceu a prova em 1990 e 1997 e terminou no pódio em 1991 e 1993 – avisa que o espanhol deve ter a noção do enorme desafio que o espera.
“Ele não deve ser demasiado confiante, ou ainda acaba no muro”, avisa Luyendyk. “Os níveis de concentração são como noutra coisa qualquer; fazer a curva, estar a meio dela, sair dela, guiar nas retas – é preciso estarmos atentos a tudo”, alerta o holandês: “O fator principal é o acerto correto. No ‘Pole Day’ queremos que o nosso carro seja o mais rápido possível, por isso andamos com pouca ‘asa’. O carro irá estar instável nas curvas”, sublinha o duplo vencedor das Indy 500. “Por outro lado, na corrida começamos com mais apoio aerodinâmico, pois caso contrário não nos conseguimos ‘safar’ no tráfego”, refere também Arie Luyendyk.
Em Indianapolis Fernando Alonso faz parte de uma Andretti Autosport que alinha com seis monolugares, e Arie Luyendyk considera que este facto irá ajudar o piloto da McLaren-Honda a preparar-se para a prova. “Vai beneficiar de muita informação. Quando comecei nos Estados Unidos não havia tanta informação. A Andretti alinha com seis carros – em cada treino pode utilizar seis afinações diferentes. E na equipa não se esconde nada, por isso Alonso vai poder ver os dados e compará-los com os dos seus com os dos seus companheiros de equipa”, destaca o holandês.
Luyendyk admite ainda que o piloto espanhol pode ganhar as Indy 500, pois a prova propicia isso mesmo, com um largo leque de candidatos ao triunfo: “Ele é um de muitos pilotos que pode ganhar este ano. O conjunto parece forte e convém não esquecer que a Andretti ganhou no ano passado. Para além de Indianapolis a Honda também conseguiu um duplo triunfo no Texas. Certamente que construíram um bom motor para as Speedway”.










