Tenho um amigo ‘nisto’ do mundo dos automóveis que quando ouve alguém a dizer antes é que era bom diz logo que “o que as pessoas têm saudades era do tempo em que eram novos…”. Hoje em dia, percorrer um pouco as caixas de comentários, seja aqui ou na China, a ‘conversa’ é sempre a mesma. “Antes é que era bom”. Seja por causa do som dos motores, ou da qualidade das corridas. Até posso aceitar – pois lembro-me bem dos 5 cilindros do Audi Sport Quattro S1 a ecoar na Serra de Sintra, ou dos V8 3.5 dos Fórmula 1 no GP de Portugal de 1988 que vi pela primeira vez no Estoril ao vivo, ou mais tarde os V10 ou V12 – que o som faz parte do desporto motorizado e ajuda ao entusiasmo e à emoção, mas já não concordo com quem faz finca pé: “Já não é F1”, parecem “cortadores de relva”, etc, etc. Se não é o som, é a qualidade das corridas, dantes é que era, como se no passado todas as corridas de F1 tivessem sido extrapoladas do fabuloso embate de Gilles Villeneuve contra Rene Arnoux em Dijon 1979. No passado houve muitas corridas aborrecidas como há hoje em dia. Para não ir mais longe, lembram-se das épocas de 2007, 2008, 2010 e 2012 da F1, e das respetivas decisões de campeonatos. O domínio da Mercedes dos últimos três anos é tudo menos novidade na F1. Muitos dizem que as corridas de MotoGP é que é, pois são fantásticas, mas em pista onde cabem quatro motos, cabe um F1. É verdade que há muito para melhorar na F1, mas não é tão má quanto alguns parecem querer pintar. O que há de sobra é gente que nunca está contente com nada…










