Restrições no circuito de Marraquexe e instabilidade governamental levaram os responsáveis do WTCC a adiar a introdução da ‘joker lap’ na disciplina. No Conselho Mundial da FIA de novembro tinha sido decidido implementar a novidade inspirada no que já se faz no ralicross, mas o promotor do campeonato diz que as limitações do Circuito Moulay El Hassan, juntamente com alguma instabilidade que se vive em Marrocos – que está sem governo desde outubro – leva a que a ‘joker lap’ não exista na prova inaugural do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo 2017.
“Propusemos à FIA duas ou três opções para a ‘joker lap’. Marraquexe é um circuito bastante estreito e no final acabamos por decidir com a FIA em não o fazer. Não queremos correr o risco de ter ‘joker lap’ e ver acidentes. Marrocos está tecnicamente sem governo desde as últimas eleições legislativas”, explicou François Ribeiro. “Queríamos ir para a frente com isto, mas significava muito trabalho – 500 metros quadrados de pista a serem reasfaltados e por aí adiante. Para fazer isto é preciso que a administração pública participa. Quando não há ministro para assinar contrato como é que há de fazer? Por isso não final disse à FIA para sermos mais realistas. Não queríamos acabar com uma solução de ‘joker lap que não é suficientemente boa”, esclarece ainda o promotor do WTCC.
Mas François Ribeiro garante que a ideia da ‘joker lap’ não deixa de fazer parte da paisagem do campeonato em 2017. O francês afirma que a novidade será introduzida em Vila Real e poderá ser utilizada em circuitos convencionais, embora queira evitar fazê-lo. “Vamos implementá-la em Vila Real, e tenho uma noção exata de como queremos fazê-lo lá. Mas da primeira vez temos que o fazer de forma segura. Mesmo fazendo-o uma vez este ano, queremos perceber como funciona e se traz uma nova dinâmica à corrida. Estou convencido que em corridas de cidade isso acontecerá”, afirma o promotor do WTCC. “Há outros circuitos onde se pode fazer, como por exemplo Termas de Rio Hondo. Mas estamos a pensar manter isso apenas para os traçados citadinos. Não sou fã do DRS, ‘push-to-pass’ e coisas dessas. Prefiro uma corrida com menos ultrapassagens mas verdadeiras ultrapassagens. Se fizermos isto em circuitos permanentes tenho a sensação que os pilotos iriam arriscar menos ultrapassagens e esperar pela ‘joker lap’ para o fazer”, justifica François Ribeiro.










