Quem o viu rodar nas pistas, já lhe reconhece a velocidade pura há muito, mas quando passou para os ralis todos sabiam que teria de passar pelo competente período de adaptação, pois a este nível de andamento, no CNR, não é chegar e ‘andar’. Passou algum tempo e quem viu Carlos Vieira a andar em Castelo Branco ficou com a certeza que “temos piloto” para lutar pelas vitórias no asfalto, e se em pisos de terra ainda vai demorar um pouco, no asfalto podem contar com ele para lutar taco a taco com os melhores, Zé Pedro Fontes e João Barros. Para o provar, basta ver este onboard…
“Este foi o melhor rali que eu fiz desde que mudei para a disciplina, desde aí até hoje passaram sensivelmente 24 meses, em que 12 praticamente não contam, salvo o trabalho importantíssimo realizado com o meu ex navegador Luis Ramalho (que recomendo), e na realidade tudo começou na época passada, aquando decidi ficar na disciplina (relembro que 2015 seria um ano para estar fora dos circuitos até saber o que lá fazer) em 2016, a expectativa era alta devido a alguns detalhes da época 2015, mas o meu conhecimento da disciplina era mínima, tal como na verdade, a forma como funcionam estes automóveis, eles têm muito que se lhe diga principalmente para se saber tirar-lhes bem o “sumo”. Finalmente esse dia I chegou, e já em Fafe o sentia, hoje já sei mais ou menos o que faço, e aos mais chegados disse que o ‘click’ se tinha dado. E aí está, disputamos um rali do início ao fim, sem espinhas, nem a contar com a desgraça alheia, sou piloto para vencer e sei que estou de volta. Obrigado ao meu navegador (Jet Carvalho) que é sem duvida o melhor, lutou do início ao fim comigo dentro daquele carro e no último troço depois de um erro meu, lutou e puxou por mim, senti o quanto ele queria a vitória e o quanto confia em mim, não conseguimos mas temos um grande futuro pela frente. Deste fim de semana para a frente posso dizer que sou um piloto de ralis, e só tenho que me preocupar em aprender mais…”










