A Renault decidiu parar com a evolução da sua atual unidade motriz e já avançou para a construção e desenvolvimento de um conceito completamente novo, depois de ter percebido que o limite da evolução do atual não seria suficiente para chegar onde pretendem. Sendo verdade que os franceses conseguiram um grande pulo de competitividade este ano, depois de um 2015 muito turbulento com muitas acusações da Red Bull, a verdade é que agora avançam para uma espécie de tudo ou nada, porque uma unidade motriz completamente nova não é garantia de sucesso, pois as coisas podem correr muito bem, mas também muito mal, ainda que com a experiência acumulada ao longo destes três anos é muito mais fácil perceber os caminhos a evitar e será isso que a Renault pretende. Fazer uso da experiência que têm mas com um produto completamente novo. Por isso, é mais fácil acreditar num motor mais perto do Mercedes, sendo certo que em Brackley não vão ficar a marcar passo.
Em declarações ao Motorsport.com, Frederic Vasseur, responsável máximo pela equipa, confirmou a novidade: “Vamos ter um motor completamente novo no próximo ano. 100 por cento novo. Isto significa o fim do desenvolvimento do motor atual.” Neste momento já se especula se a Renault vai seguir o mesmo conceito da Mercedes, que separou a turbina e o compressor, mas Vasseur nada confirma.
No que mais interessa aos adeptos, e tendo em conta que a aerodinâmica vai contar imenso no próximo ano é bem provável que com um motor ainda melhor que este ano e se os homens de Milton Keynes conseguirem desenvolver um chassis um pouco melhor que a Mercedes, é possível que o equilíbrio seja diferente no próximo ano, desconhecendo-se, como é lógico, o que poderá fazer a Ferrari. De qualquer forma, seja o que for que se diga neste momento é pura especulação…











