Tal como o AutoSport já tinha adiantado na passada sexta-feira, Ross Brawn está a preparar-se para ser uma espécie de sucessor de Bernie Ecclestone na Fórmula 1, provavelmente com um papel na ‘comercial’ e totalmente ‘técnico’. Sabe-se agora que o inglês foi contratado pela Liberty Media, que como se sabe são os novos donos do negócio, faltando no entanto o anúncio oficial. Antes disso, em diversas entrevistas, Ross Brawn confirmou a sua vontade de regressar à F1, mas colocou de parte fazê-lo novamente como chefe de equipa.
Juntando-se as ‘pontas’ do que já se sabe, ainda assim, são ainda mais as dúvidas que as certezas, pois uma eventual ligação de Ross Brawn à Liberty Media significa que os novos donos da F1 passam a ter do seu lado um homem que percebe de F1 como poucos, mas nada de direitos comerciais e afins, e as questões desportivas são tratadas pela FIA e não pela Liberty Media. A não ser que a Liberty Media queira ter Brawn do seu lado para ajudar a meter a foice em seara alheia.
Por outro lado, e como nestas coisas dos rumores, há sempre mais de que um lado, há quem escreva também que Brawn poderá funcionar como um consultor que irá ajudar a pensar a Fórmula 1 do futuro e isso tem bastante mais a ver com a entrevista que deu na passada semana ao Daily Telegraph, onde diz coisas como “Certamente, tentar ajudar a F1 a ser melhor e mais apelativa, seria interessante, se me perguntarem o que precisa a F1, precisa de um plano, a três e a cinco anos. A minha visão é que não existe essa estrutura para poder implementar esse plano”. Por aqui se percebe que Brawn já está a preparar caminho para o que aí vem. Sem se saber ao certo qual será esse papel, já ninguém duvida que ele vai existir, e sabendo-se da frutuosa relação de Ross Brawn com Jean Todt, agora presidente da FIA, de 1996 a 2006, na Ferrari, a Liberty tê-lo como ‘ponte’ com a FIA parece pouco menos que perfeito. Até porque é uma figura totalmente consensual, mesmo junto de Toto Wolff, que ficou a saber há dias o que Brawn escreveu no seu livro: “não é de confiança…”










