O antigo diretor técnico da Ferrari Ross Brawn revelou que foi apenas no final da sua ligação com a equipa que descobriu o direito que a Ferrari dispunha de vetar mudanças regulamentares da Fórmula 1. Existente desde a década de 1980 e do conhecimento público em 2009, essa regalia era até então totalmente desconhecida para ele, admitiu.
Citado no livro “Total Competition”, escrito pelo antigo chefe-executivo da Williams Adam Parr, Brawn, que esteve na Ferrari de 1997 a 2006, afirma não saber desse direito quando a Ferrari procurava ver-se livre da regra que bania as trocas de pneus, em 2005.
“Eu não sabia que tínhamos o direito ao veto. Não o utilizámos e não acredito que o Jean Todt alguma vez tivesse recorrido a ele porque sabíamos que era errado”.
O antigo dirigente também deu algumas luzes sobre a decisão da Ferrari correr no controverso Grande Prémio dos Estados Unidos de 2005, em que apenas os carros com pneus Bridgestone completaram a prova, depois de todas as equipas com Michelin, ainda com o acidente de Ralf Schumacher na mente de todos, saírem de cena com medo do que poderia acontecer.
“Estávamos numa posição em que nos sentíamos prejudicados com a mudança da regras relativas aos pneus, sentindo-nos perseguidos. Portanto no nosso entender não iríamos demonstrar muita simpatia quando os defensores da regra do pneu único tiveram um problema”.









