F1: Ross Brawn não sabia que Ferrari podia vetar regras da Fórmula 1
O antigo diretor técnico da Ferrari Ross Brawn revelou que foi apenas no final da sua ligação com a equipa que descobriu o direito que a Ferrari dispunha de vetar mudanças regulamentares da Fórmula 1. Existente desde a década de 1980 e do conhecimento público em 2009, essa regalia era até então totalmente desconhecida para ele, admitiu.
Citado no livro “Total Competition”, escrito pelo antigo chefe-executivo da Williams Adam Parr, Brawn, que esteve na Ferrari de 1997 a 2006, afirma não saber desse direito quando a Ferrari procurava ver-se livre da regra que bania as trocas de pneus, em 2005.
“Eu não sabia que tínhamos o direito ao veto. Não o utilizámos e não acredito que o Jean Todt alguma vez tivesse recorrido a ele porque sabíamos que era errado”.
O antigo dirigente também deu algumas luzes sobre a decisão da Ferrari correr no controverso Grande Prémio dos Estados Unidos de 2005, em que apenas os carros com pneus Bridgestone completaram a prova, depois de todas as equipas com Michelin, ainda com o acidente de Ralf Schumacher na mente de todos, saírem de cena com medo do que poderia acontecer.
“Estávamos numa posição em que nos sentíamos prejudicados com a mudança da regras relativas aos pneus, sentindo-nos perseguidos. Portanto no nosso entender não iríamos demonstrar muita simpatia quando os defensores da regra do pneu único tiveram um problema”.
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Pity
18 Outubro, 2016 at 16:18
Não ser permitido trocar de pneus, foi a regra mais estúpida que eu vi na F1. Claro que foi essa lei que permitiu ao Tiago Monteiro subir ao pódio, e assim entrar nas estatísticas, mas eu (e acho que toda a gente) teria preferido vê-lo fora dos pontos e ter assistido a uma corrida a sério.
Pity
18 Outubro, 2016 at 18:46
Afinal parece que me enganei. Há, pelo menos, duas pessoas que gostaram daquela pseudo corrida 🙂
João Pereira
18 Outubro, 2016 at 19:16
Em termos de performance, vale bastante mais o oitavo lugar e um ponto do Tiago nesse mesmo ano não me recordo em que corrida (Bélgica?), que um pódio que lhe estava destinado desde que acabasse a corrida de Indianapolis.
Pity
18 Outubro, 2016 at 20:05
Perfeitamente de acordo e sim, foi na Bélgica.
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18 Outubro, 2016 at 22:22
O facto de não se poder trocar de pneus não significa que não se vejam grandes corridas, aliás basta ver os anos 60 e 70 para se chegar a essa conclusão.
Pity
19 Outubro, 2016 at 11:20
Está visto que não viu a corrida, nem sabe toda a história que rodeou o GP USA de 2005. Mas eu explico:
Em 2005 havia dois fornecedores de pneus: Michelin e Bridgestone. A Fia decidiu que não eram permitidas trocas de pneus durante as corridas. Até ao GP de Indianapolis, não existiu qualquer problema mas, aí foi diferente. Porque o GP usava parte da pista da Indy, a Michelin percebeu que nessa secção da pista, os seus pneus não iriam aguentar toda a corrida e pediu uma excepção, ou seja, que fossem permitidas trocas de pneus. Como a FIA não autorizou, todos os carros que usavam Michelin, no final da volta de formação, rumaram às boxes, deixando seis carros em pista, Ferrari, Jordan e Minardi, os únicos que usavam Bridgestone. Perante isto, a Ferrari andou em ritmo de passeio, com Schumacher a bater Barrichello e Tiago Monteiro, o melhor dos outros, a ficar com o último lugar do pódio.
Ora isto não foi uma corrida, foi um desfile de seis carros, que se limitaram a rodar sem comprometer pneus nem mecânica, para garantir que chegavam ao fim. Nas restantes corridas, onde não havia banking, assistimos a corridas sem problemas, mas foi esta que ficou na memória.
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19 Outubro, 2016 at 14:37
Vi a corrida sim senhor e concordo consigo plenamente no que toca ao GP dos EUA de 2005.
Mas só queria clarificar que até 1983 salvo erro não havia trocas de pneus durante acorrida e houve grandes corridas.
Cumps.
anotheruser
19 Outubro, 2016 at 22:15
Há mais história:
– para resolver o problema detectado a Michelin fabricou novos pneus e transportou-os de imediato para os EUA;
– problema manteve-se;
– Michelin pediu para colocar uma chicane na curva da meta para reduzir a velocidade na zona crítica;
– equipas todas concordaram…até chegar o chefe de equipa da Ferrari….o sr. Todt. que vetou essa alteração.
– Michelin não insistiu em que fossem autorizadas as trocas de pneus porque implicaria ter de os trocar, naquele caso a cada 8-10 voltas.
– equipas com Michelin decidiram que não poderia correr em segurança e que não iriam começar a corrida.
– alinharam na volta de formação (não alinhar nesta volta dá direito a multa muito pesada para a equipa);
– no final de volta de formação rumaram à box escapando à multa;
– a corrida teve dois momentos de interesse: quando Schumacher e Barrichello quase se desentenderam e colidiram e quando o Tiago Monteiro festejou o pódio (o que foi muito mal visto).
– vitória no papo para a equipa do Todt.
Iceman07
18 Outubro, 2016 at 17:06
Essa regra de proibição da troca de pneus foi mesmo ridícula. Nem quero imaginar se essa regra existisse hoje, com estes pneus Pirelli… a corrida não duraria nem meia hora.
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18 Outubro, 2016 at 22:23
LOL
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19 Outubro, 2016 at 11:31
Proibição de reabastecimento e de trocas de pneus são das coisas mais estúpidas que algum dia alguém se lembrou de implementar no automobilismo. Pior que isso, só um piloto ter de poupar combustível durante uma corrida como se estivesse no dia 15 e só tivesse 10€ na carteira para gastar até ao fim do mês.
Frenando_Afondo™
19 Outubro, 2016 at 15:28
E assim que voltarem a implementar os reabastecimento metade do plantel vai à falência porque não tem dinheiro para pagar a gasolina, visto que esta passa a não ser racionalizada.
Depois temos os adeptos a chorar a dizer que a F1 “é muito cara” e que “é preciso poupar em algumas coisas” e patati patata.
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19 Outubro, 2016 at 23:57
Caro forista, quem não tem dinheiro, não tem vícios. Sempre me ensinaram este ditado popular português. Se uma equipa não tem dinheiro para competir na F1, só tem de arrumar a ferramenta e seguir viagem para outras paragens. É duro, é. Mas se eu ou você não temos dinheiro para manter um Ferrari, não o podemos comprar. Porque comprá-lo para a seguir só poder andar com ele ao fim de semana porque não tem dinheiro para a gasolina ou pô-lo a GPL é só adiar o inadiável: a venda do dito cujo. Não pode é obrigar os outros a pagar-lhe a gasolina ou querer colocá-los todos a vender os seus carros de alta gama apenas porque não consegue manter o seu. Pode questionar a distribuição do dinheiro, mas o facto de uma equipa querer estar no topo da competição automóvel e não poder pagar a gasolina, é absurdo.
anotheruser
19 Outubro, 2016 at 22:25
O famoso poder de veto da Ferrari carece de justificação para ser usado.
Por sua vez as razões que a Ferrari pode usar estão escritas e prendem-se com os interesses comerciais da empresa.
Se fosse por razões meramente desportivas, perguntar-me-ia sobre o que andaram a fazer nos anos de domínio da Red Bull e agora da Mercedes.