Ninguém duvida do enorme talento de Max Verstappen, e embora o holandês tenha começado a sua aventura na Red Bull da melhor forma, com um triunfo no primeiro Grande Prémio que fez ao serviço da equipa, em Espanha, Daniel Ricciardo tem conseguido dar o corpo às ‘balas’ e superar a pressão derivada não só do mediatismo à volta de ‘Mad Max’, mas também o facto de ser mais velho do que este.
Desde que ambos convivem na Red Bull, Ricciardo apresenta um registo favorável de 9-2 em qualificação, e de 6-4 em corrida, embora aqui as coisas, como se vê, estejam mais niveladas – uma contabilização que apenas considera as provas em que ambos chegaram ao fim (com Mónaco, onde Verstappen desistiu, a contagem seria de 7-4).
Quanto a pontos, pendor também para o australiano, que somou 143 contra 116 de Verstappen, e 125 se retirarmos os 18 que conquistou (2º lugar) na prova em que Verstappen desistiu.
No campeonato, e contabilizando todas as corridas desde o início do ano, Ricciardo é 3º, com 179 pontos, contra 129 pontos de Verstappen, que é 6º classificado.
Max, no entanto, sempre se pode gabar de ter sido o único piloto este ano a contrariar o domínio dos Mercedes, precisamente com o triunfo em Espanha, embora também seja justo referir que o acidente entre Rosberg e Hamilton logo na primeira volta facilitou esse resultado…
Curioso é ainda verificar como, em 2015, Daniil Kvyat conseguiu superar Ricciardo em corrida (7-6) e em pontos (95-92), perdendo em qualificação (12-7 para o ‘aussie’), e como o piloto mais sorridente do paddock ‘humilhou’ Sebastian Vettel em 2014, com um registo de 10-9 em qualificação e 11-3 em corrida (incluindo três triunfos) contra o então tetracampeão do mundo.










