O pai de Lewis Hamilton, Anthony Hamilton, que também é manager de pilotos tocou recentemente num ponto muito importante que pode estar a fazer perder bons valores para o desporto automóvel de topo, especialmente as categorias de acesso à Fórmula 1, devido ao crescente dinheiro necessário para por de pé projetos nessas disciplinas. O risco é que ganhe cada vez mais importância o piloto que faça um bom Marketing e consiga congregar bons apoios do que os que verdadeiramente têm talento.
No passado, as empresas que tinham dinheiro para gastar apostavam em pilotos que sentissem poder vir a trazer-lhes bom retorno, mas hoje em dia um piloto pode facilmente apostar melhor na qualidade e ligações das pessoas que gerem a sua carreira ao invés do seu próprio talento. Em declarações ao jornal inglês The Independent, Anthony Hamilton disse que “As categorias mais baixas de acesso à F1 continuam demasiado fragmentadas e são demasiado caras, o que não encoraja os que têm o sonho de chegar à F1, para lá entrar nessas categorias, ou mesmo que os verdadeiros talentos consigam chegar ao topo. O risco é que a F1 acabe por ter um plantel maioritariamente composto por pilotos pagantes, ao invés de serem os melhores das categorias de acesso. Dantes, simplesmente um piloto trabalhava duro, e no meu caso e do Lewis, tivemos sorte pelo facto do Ron Dennis ter reparado em nós, mas isso hoje em dia já não chega. Há muitos jovens pilotos que venceram categorias de acesso que nunca chegam a conseguir reunir fundos para subir e para além disso há demasiadas categorias de acesso, GP2, GP2, F3, etc, e os jovens já não sabem qual é o melhor caminho. Já era tempo de ser colocada de pé uma estrutura que premeie a meritocracia e que impeça um piloto de talento não chegar à F1. Chegar ao topo não devia ser quase só para os que conseguem arranjar dinheiro mas sim para os que trabalham e são os melhores. Se os custos continuarem a sua escalada nos níveis mais baixos, e se estas categorias continuarem desreguladas, então penso que o Lewis pode ter sido dos últimos da sua geração”, lamenta o pai Hamilton.











