A FIA e o Grupo Estratégico da F1 reúnem hoje em Genebra, na Suíça, para deliberar, entre outros, pela introdução do Halo em 2017, mas não parece que a generalidade das equipas estejam inclinadas em votar a favor, pelo que o Presidente da FIA, Jean Todt poderá ter que impor a sua utilização, alegando razões de segurança.
De acordo com os atuais regulamentos, a sua introdução requer unanimidade do Grupo Estratégico, que por sua vez passa o assunto à Comissão de F1, mas basta uma voz discordante para a questão ficar em stand by, isto apesar de Bernie Ecclestone e Jean Todt (FIA) terem seis votos cada um e as equipas um cada.
Curiosamente, até o próprio Ecclestone está contra (não declaradamente) a introdução do Halo, o mesmo sucedendo com a Force India, McLaren e Williams, sendo que estas duas últimas não são totalmente contra, simplesmente têm muitas reservas tendo em conta como está pensado: “O que tiver que ser feito pela segurança dos pilotos, tem que se fazer mesmo que pareça muito mau”, diz Toto Wolff. Por aqui se percebe que a Mercedes é a favor, apesar do austríaco ter uma opinião bem sustentada: “Não penso que pareça um Fórmula 1, e que faça o desporto, os carros e os pilotos parecerem espetaculares. Mas nada disso conta porque a segurança está primeiro, e o Halo é uma segurança que protege melhor os pilotos. Contudo, na minha opinião temos que olhar bem para todos os estudos e depois chegar a uma decisão, se é bom tê-lo, se não é ainda o momento, ou não queremos por razões de segurança”.
Na Hungria a FIA fez uma apresentação aos pilotos e Lewis Hamilton, que antes apelidou o sistema “a mais feia alteração da história da F1” aligeirou as suas críticas porque a FIA mostrou-lhe que a segurança dos pilotos aumenta 17%: “É terrível visualmente, mas se vamos ter mais 17% de hipóteses de sobreviver em caso de um acidente grave…”










