Max Verstappen está a aprender a refrear alguma da sua fogosidade na Red Bull. É o próprio quem o diz, num balanço após o Grande Prémio do Azerbaijão, quarta prova do holandês ao serviço da equipa sediada em Milton Keynes. O jovem piloto de 18 anos diz ter introduzido na sua cabeça a noção de que por vezes pode conduzir a “92%” no carro da Red Bull, ao invés de imprimir um ritmo tão forte, como acontecia na Toro Rosso.
Após a sua vitória no GP de Espanha, Verstappen desistiu no Mónaco, terminou em quarto no Canadá e em oitavo no GP da Europa.
“Cada vez conheço melhor o carro e os seus comportamentos. Temos um grande monolugar, portanto não necessito de andar sempre no limite desde o início porque tens sempre uma margem para melhorar. Por exemplo, na Q1 não necessitas de andar a 100 ou 99%, podes andar a 92% e ainda assim passar para a sessão seguinte”, referiu.
O piloto admite que está a passar por um processo de reajustamento: “Durante um ano e meio, eu andei a lutar pelo top 10 e entrar na Q3, portanto estava já a 100% a partir da primeira volta na Q1. Toda a abordagem é diferente. Precisas de aprender de novo. É uma história diferente e são necessários alguns fins de semana para te ambientares”.
A sessão de qualificação no circuito de Baku mostrou uma melhoria nessa aspeto em comparação com o Mónaco, onde um dos seus acidentes surgiu antes de ter efetuado uma volta rápida na Q1.
“Foi completamente diferente do que fiz no Mónaco. Penso que funcionou muito bem porque em todas as sessões fui melhorando à medida que a confiança crescia”, adiantou.
O piloto revelou depois que, sem os incidentes de Valtteri Bottas, o segundo lugar teria sido possível no Azerbaijão.










