De regresso aos bons cronos, com tempos sistematicamente dentro do lote dos cinco primeiros, o último Rali da Sardenha provou o renascimento de Mads Ostberg neste campeonato, após uma série de três eventos menos positivos em que se queixou da transmissão do seu carro. Chris Williams, engenheiro-chefe da M-Sport, detalhou as mudanças técnicas necessárias para recuperar o andamento do seu ‘chefe-de-fila’ ao volante do Ford Fiesta WRC: “Quando sabes qual é o problema, encontrar uma solução torna-se fácil. Só que neste caso não havia um problema óbvio. Foi um processo que nos consumiu muito tempo e no qual tivemos de realizar um conjunto de pequenas melhorias nas configurações do hardware e software. Não havia uma solução simples, e no fundo foi o resultado de pequenos ajustes. Parece que agora o carro está muito mais ao gosto do Mads.”
Williams acrescentou: “Foi um esforço da equipa com muitos engenheiros envolvidos, presentes nos eventos e na fábrica. É fantástico ver que esse trabalho trouxe os seus dividendos, com o Mads agora muito mais satisfeito e próximo da rapidez que esperávamos dele”.
A M-Sport aguarda agora com expetativa como esta alteração na desmultiplicação das relações de caixa irá contribuir para um aumento da performance do norueguês nos ralis ultra-rápidos da Polónia e Finlândia, onde o binário nos regimes mais elevados é importante e em que a sua ausência exige que se meta “uma abaixo” com maior regularidade.
A equipa considera que alguns dos problemas de Ostberg são provocados pelo seu estilo de condução agressivo na travagem com o pé esquerdo, algo que outros pilotos não utilizam, associado à posição desvantajosa da sua ordem de partida para a estrada, e que na Polónia deverá ser favorável.
Os problemas de Mads Osbterg foram sentidos nos ralis mais lentos do México, Argentina e Portugal, enquanto nos pisos mais rápidos da Suécia, o norueguês terminou no pódio.
Martin Holmes










