A Federação Internacional do Automóvel está a apoiar o desenvolvimento de um ‘gerador de som’ para aumentar o ruído produzido pelas atuais unidades motrizes da Fórmula 1 que não agradam a grande percentagem dos adeptos da F1. Ainda que sejam importantes as questões ambientais, não se pode esquecer que boa parte da emoção do desporto motorizado vem do som produzido pelos motores e nestes tempos de transição até um futuro elétrico (ou o que quer que seja) há que manter felizes os adeptos e ‘dar-lhes’ motores com um bom som é primordial.
À entrada do terceiro ano desta nova ‘era’ de motorizações na disciplina, já foi feito algo para atenuar essa questão. É certo que muitos adeptos já assistem à F1 desde os tempos dos V10 – e até antes, claro – já passaram pelos anos em que não havia restrições no tipo de motor, só na cilindrada, até V12 (1989-1999, várias cilindradas), V10 (2000-2005, 3.0l), V8 (2006-2013, 2.4l) e agora 1.6 litros turbo/híbridos.
Neste momento já há uma diferença sensível no som, pois o escape foi alterado de modo a produzir entre mais 1.5 e 3 dB, mesmo com a vávula wastegate fechada, sendo que o som será ainda maior com esta válvula aberta, tendo em conta a forma como o sistema foi feito. Contudo, o turbo tem um motor gerador ligado, o que significa que a wastegaste abre poucas vezes numa volta. Mesmo em qualificação abre apenas cerca de 20% do tempo, mas quando estiver aberta o som será maior que nos antigos motores turbo.
Por isso, a FIA trabalha num ‘gerador de som’ e ao que parece os resultados têm sido bons. Fabrice Lom, chefe de motores da FIA admite que o som “não é 100 por cento natural, mas também não é artificial” segundo a mesma fonte: “intensifica e melhora muito o som…”. O segredo passa pela utilização dos gases de escape, não todos, porque parte deles vão para a recuperação de energia…










