Sebastien Ogier chega a Portugal depois de duas ‘derrotas’. No Rali do México o vencedor foi Jari-Matti Latvala, e na Argentina, foi a vez de Hayden Paddon chegar ao triunfo. O ano passado, nesta prova, o piloto francês da VW perdeu para o seu companheiro de equipa, Latvala, tudo, porque, segundo diz, é muito desvantajoso o líder do WRC abrir a estrada nos dois primeiros dias de prova, e por isso, na antevisão da prova, já em Portugal, voltou a mostrar-se muito crítico dessa regra…
Sebastian, estamos de regresso ao Rali de Portugal uma prova que te deu algumas dores de cabeça o ano passado. O que esperas fazer este ano?
Ogier: “Não sei, o ano passado fiz tudo o que podia. Não foi possível vencer, mas ainda assim fiz um grande rali. Se pudesse escolher já, assinava já andar ao mesmo nível e um lugar no pódio. Se puder fazê-lo penso que seria um bom feito para nós.
O ano passado esteve seco antes do rali, mas este ano houve chuva torrencial, isso muda o estado dos troços?
Ogier: Sim, muda um pouco, em primeiro lugar tornou a vida dos organizadores mais difícil, mas eles fizeram um bom trabalho com os troços, mas estão um pouco macios. Por isso podem estar bem mais duros nas segundas passagens, mas logo veremos.
O tempo incerto pode ajudar-te?
Ogier: Sim, ainda não sabemos ao certo o que vai acontecer, mas se chover um pouco isso pode ajudar-me.
Disseste que te contentarias com um lugar no pódio neste rali mas desde que foste para a VW, nunca estiveste três ralis sem vencer. Já pensaste nisso?
Ogier: Não vejo algo que pudesse ter feito melhor desde o início desta época! Portanto deixo para vocês julgarem porque agora é diferente. Claro que há razões, e uma delas é a ordem de partida, pois cada ano é mais difícil abrir a estrada e agora atingimos um limite em que para mim é simplesmente impossível de vencer ralis. Já o ano passado foi difícil abrir a estrada e vencer ralis de terra quando o piso está seco. Não estou lutar contra pilotos estúpidos, há imensos pilotos com bons carro e já não é possível compensar.
Achas que está a pilotar como nunca?
No final da época passada disse que estava muito contente com o nível que atingi com o passar dos anos, mas até aqui, esta época não cometi muitos erros, dei sempre o máximo. É frustrante, difícil de aceitar quando se dá muito, muitas vezes mais do que antes e não é possível vencer. É frustrante, mas eu olho para o ‘filme todo’ pois quero ser Campeão no fim do ano. Porto, marco tantos pontos quanto possível.
Qualquer desportista entende a minha frustração, porque simplesmente não é desportivismo. É difícil, porque todos à minha volta, os membros das outros equipas entendem, porque sabem que não é correto. Todos temos interesses diferentes, mas eu sou o único que sofro. Portanto, sou o único que falo. Para ser honesto, gostava que isto parasse. Espero que quem gere o desporto perceba que isto assim é um pouco demais e que devemos encontrar um melhor compromisso para o futuro.
Porque os pilotos não se juntam para mudar as regras?
É difícil porque todos temos interesses distintos, é difícil encontrar pontos comuns. Mas temos vindo a falar disso, e penso que dos concordam em mudar para algo, diria, que faça mais sentido…
Mas talvez haja ralis em que és beneficiado…
Sim? Digam-me um…
Catalunha?
Há rails em todo o lado, as condições são exatamente iguais para todos! Mas eu digo-te um, o Rali de Monte Carlo. Esse é vantajoso partir à frente. Concordo totalmente. Mas é o único em que tenho uma vantagem real. A Alemanha, se estiver a chover, sim, também é vantajoso, mas se estiver seco não é vantajoso abrir a estrada no campo militar porque está o piso todo sujo. Não quero ter vantagem, o que quero é que encontremos uma regra em que em todos os ralis os melhores pilotos lutem pela vitória em condições semelhantes. E há possibilidades para o fazer e é isso que devemos procurar.








