Não está fácil a vida para os organizadores do Rali da Suécia, já que o facto de temperaturas ‘elevadas’ para a época na Suécia terem levado a que a neve e o gelo dos troços tenha derretido, isso faz com que agora, para que a prova possa decorrer com a possível normalidade, sejam necessárias temperaturas de cerca de 10 graus negativos durante a noite para que a água volte a solidificar, pois se isso não suceder vai ser o ‘cabo dos trabalhos’ e o rali fica em sério risco de não se realizar.
Para já reduziram o itinerário para minimizar a possibilidade de haver troços impraticáveis, mas ainda assim está longe de ser suficiente. Certezas, neste momento, ninguém tem. Curiosamente, fala-se da neve, mas a neve não faz diferença a não ser para a beleza das fotografias, pois a neve é mole. A questão complicada é a camada de gelo por baixo dessa neve, em cima do piso de terra. É que pneus de pregos na terra, não só destroem o piso como o pneu. Cada pneu tem 384 pregos, cada carro significa 1536 pregos a escavar a terra e não iria demorar muito a criar grandes regos especialmente nas zonas de travagem e aceleração à saída das curvas, e sempre que seja necessária muita tração. Para além disso, na terra os pregos duram mais ou menos 15 Km e sem pregos não há nada que pare o carro, porque simplesmente os pneus não agarram. Por fim há uma questão importante. Quem paga a destruição das estradas? Resta dizer que nas especiais de sexta-feira não deverá haver problema já que se realizam mais a norte, mas por exemplo o troço de Kirkenaer é basicamente uma piscina. E quem possa ponderar pneus de terra, é impossível levar para Karlstadt mais de 1.000 pneus de terra em tempo útil.










