Ari Vatanen é presença confirmada no Salão e Gala FPAK dos Campeões 2015. O ex-piloto finlandês é muito querido em Portugal, uma vez que foi sempre muito apoiado nas suas diversas presenças no Rali de Portugal, em que apesar de nunca ter sido particularmente feliz, os adeptos portugueses nutriram um sentimento de apreço pelo seu andamento verdadeiramente espetacular. Para a posteridade ficarão as suas memoráveis atuações no nosso país ao volante de viaturas como o Ford Escort RS 1800, mas foi a sua faceta de ‘camaleão´que o celebrizou ainda mais, já que conseguiu colocar o mesmo grau de eficiência por onde passou. Fez história no Mundial de Ralis, que trocou pelas dunas do Dakar com a mesma (maior?) eficiência, ficou na memória de todos com o recital de pilotagem Pikes Peak acima e ainda foi a tempo de ser eleito por duas vezes como eurodeputado.
Na última conversa que com ele tivemos, uma provocação. “Se sinto a falta da competição? Bem… É um pouco como um músico profissional que deixa de tocar numa orquestra ou numa banda. O gosto e paixão continuam lá, mas já não se compram tantos discos ou se ouve tanta música. Tive uma carreira recheada de coisas boas, pelo que sinto que vivi bem os meus anos como piloto”, confessou.
O ano passado, Ari Vatanen esteve em Portugal como novo embaixador do Drive DMACK Fiesta Trophy, troféu onde militava o seu filho Max Vatanen, que naturalmente também acompanhou na prova portuguesa: “Embora nunca tenha tido grande resultados em Portugal, tenho fantásticas memórias deste rali desde 1977, quando cá vim pela primeira vez, tinha apenas 24 anos. Este foi o meu primeiro grande rali fora da Finlândia, e lembro-me bem como era o país, havia 25 Km de auto estradas. Vejam como está agora! Sempre tive um carinho especial por Portugal, e agora estou aqui com o Max no início da sua caminhada, dos seus sonhos!” começou por destacar o facto do público ‘deste’ Rali de Portugal já nada ter a ver com o que se passava nos anos 80: “Quando se olha para trás pensa-se quão ‘doidos’ eram aqueles tempos. Mas era assim que se vivia nessa altura, e duma forma estranha pode dizer-se que esse era muito o charme de Portugal, pois significa que as pessoas são tão apaixonadas que colocam o seu coração no desporto. Mas hoje em dia já não é assim. Curiosamente acompanho o Max com a exata mesma idade de quando cá vim pela primeira vez. É muito emocional, mas a vida é assim, e ao vê-lo pilotar posso dizer, ‘La vie est Belle’…” disse Ari Vatanen.











