A Mitsubishi Brasil teve um Dakar muito difícil, já que depois do abandono de Guilherme Spinelli logo após a 2ª Etapa, Carlos Sousa também não durou muito mais, ficando em prova apenas a dupla menos experiente, João Franciosi e Gustavo Gugelmin, que chegaram ao fim e superaram todas as dificuldades: “É um sonho que se realiza a cada dia. Tudo o que fizemos se resume a esta chegada”, vibrou Franciosi. “Foi o meu primeiro Dakar e conseguimos chegar ao fim. É uma satisfação muito grande. Estou muito feliz por ter terminado, é um sonho tornado realidade”, disse.
A dupla superou as mais diversas dificuldades em 14 dias de competição. Foram condições inóspitas percorrendo desertos, estradas, montanhas e serras. Na Bolívia, enfrentaram a neve e até chuva de pedra. Pelo interior da Argentina, muito pó, montanhas e temperaturas que quase chegaram aos 50º, tornando a prova ainda mais desgastante e chegando quase ao limite físico, e dos equipamentos. Portanto, por aqui se percebe que chegar ao fim já é um grande troféu para a carreira de qualquer piloto que vá ao Dakar:
“Mesmo com os problemas que foram aparecendo, nós motivamos-nos cada vez mais. Desistir é que jamais. Sempre que chegávamos à noite ao acampamento a equipa estava feliz, animada por termos concluído mais um dia. Foi dessa maneira que conseguimos chegar ao fim. As dificuldades foram-nos dando ainda mais motivação. Fazer as dunas à noite foi uma autêntica loucura, atascámos várias vezes e achámos que não íamos conseguir. Mas o espírito do rali é mesmo isso. Ninguém vem para um Dakar à espera de não encontrar dificuldades. E ao cruzar a linha de chegada, foi muito bom, foi uma enorme descarga de emoção, toda a equipa abraçando-se, comemorando”, disse Franciosi.
“Em 2014 realizei o sonho de ir ao Dakar e agora terminou a prova. Foi duríssimo. Estou muito feliz e, ao mesmo tempo, cansado, desgastado. Nos últimos dias chegámos ao limite do corpo”, comentou Gustavo. “Mas, de certeza, além do sonho de todos que correm o rali, que é fazer o Dakar, estou a realizar o sonho de chegar ao fim. Terminar esta prova é algo para a vida toda. Superação, força, dedicação e profissionalismo”, completou Gustavo Gugelmin.











