Paulo Fiúza vai voltar a fazer dupla com Carlos Sousa no Mitsubishi ASX Racing. “Estamos a apontar para um lugar no top 10, se possível talvez 7º, 8º, por aí. Temos uma equipa experiente, o Carlos [Sousa] é um piloto que gere muito bem a prova, poupa muito o material, e isso pode funcionar na plenitude.”
O navegador português está a caminho do seu décimo Dakar e considera que na próxima edição: “A primeira semana é mais ao estilo rali e aí basicamente vamos rodar para não perder demasiado tempo. Ficar perto dos homens da frente e quando as dificuldades se intensificarem, aí sim, estaremos lá para atacar. Este Dakar vai ser bem mais complicado com a navegação, e espero uma prova muito dura. Quem pensar que vai ser mais fácil por quase não haver areia, engana-se. Eu acho que vai ser um Dakar muito difícil, pois tivemos o Marc Coma a fazer o roadbook e ele sabe perfeitamente onde colocar dificuldades e complicar as coisas para fazer a diferença. Hoje os carros têm uma evolução tão grande que discute-se o Dakar ao minuto. Não é como antigamente, que era à hora”.
Em entrevista ao AutoSport, Paulo Fiúza recordou ainda a sua história no Dakar: “Estreei-me no Lisboa-Dakar 2006, com o Francisco Inocêncio, tendo abandonando essa edição devido a um acidente na Mauritânia, mas em 2007, novamente com o Francisco, ganhámos a categoria Amador. Em 2008, a prova foi anulada e em 2009, o primeiro ano na Argentina, terminei em 51º novamente com ele. No ano seguinte fui com o Ricardo Leal dos Santos num BMW X5, tendo sido 14º da geral, e em 2011, com ele de X3 e já na equipa oficial da X-Raid, fomos sétimos, posição que repetimos em 2012 de MINI. Em 2013, continuei na X-Raid com o Orlando Terranova, e fomos quintos dois anos seguidos. Em 2015, fui oitavo com o Carlos Sousa.”












