Mais do que constatar o facto de termos quatro vencedores, de quatro equipas diferentes em quatro corridas, o Mundial de Fórmula 1 de 2012 está muito equilibrado e com vencedor incerto, já que as diferentes estratégias trazem imprevisibilidade aos desfechos e tudo isto porque o equilíbrio dos monolugares face os pneus Pirelli deste ano é muito complicado.
Sebastian Vettel e a Red Bull tornaram-se no quarto piloto e equipa diferentes a vencer, numa época em que temos, até aqui, oito pilotos diferentes no pódio, mais do que na época inteira de 2011.
Michael Schumacher insurgiu-se recentemente contra os Pirelli, pois são muito difíceis de gerir, dependendo dos acertos dos monolugares e é aqui que reside o problema de muitas equipas. Ou acertam na ‘mouche’ como sucedeu com a Mercedes na China, ou espalham-se completamente ao comprido como sucedeu com a mesma equipa nas duas primeiras corridas do ano.
A estratégia é, portanto, fundamental. E também ter os melhores pneus possível para a corrida, e por isso é cada vez menos estranho ver pilotos que nem sequer rumam à pista na derradeira fase da qualificação.
Esta corrida do Bahrein trouxe surpresas, como por exemplo a quebra da McLaren, na pista e nas boxes, e a luta que os dois Lotus de Kimi Raikkonen e Romain Grosjean deram aos Red Bull. Agora já se percebeu que a Lotus tem carro para vencer corridas, e basta acertar na estratégia para andar nos lugares da frente, numa época em que um pequeno erro ou demora em trocar pneus pode significar várias posições perdidas, pois quando os Pirelli começam a dar sinais de quebra, a queda dos tempos por volta é significativa.
A Red Bull parece ter encontrado o caminho e colmatado os erros anteriores, a McLaren é um caso a rever nas próximas corridas pois, mais do que uma quebra o que aparenta é um ‘marcar passo’, a Mercedes, quando as condições estiverem perfeitas, como na China, tem de se contar com eles, a Ferrari tem preparado para testar grandes modificações no seu F2012, que, caso resultem, está lá Fernando Alonso para ‘tratar’ do resto. Por fim a Lotus, que deixou perceber no Bahrein que deverá vencer corridas este ano, embora para isso precise de ser perfeita na estratégia. Enfim, agora que a F1 está de regresso à Europa, espera-se uma época de F1 como não há memória recentemente.











