A Comissão de Grandes Prémios do MotoGP reuniu-se hoje em Losail, no Qatar, divulgando duas decisões bastante aguardadas para o presente e futuro da classe-rainha. No imediato, ficou decidido que todos os construtores que não tenham ganho uma corrida em piso seco na época anterior poderão usufruir dos benefícios da nova classe Open, o que faz com que a Ducati esteja automaticamente integrada neste lote (a marca italiana já não vence um GP desde 2010, ndr).
Assim, a famigerada proposta da Dorna/FIM para uma terceira classe no MotoGP, designada por Factory 2, não se vai efectivar, mas, na prática, os seus objetivos foram cumpridos já que qualquer marca que usufrua destas benesses regulamentares mas que atinja uma vitória, dois segundos lugares ou três terceiros terá uma redução na capacidade do tanque de combustível de 24 para 22 litros (as motos Factory terão 20 litros de combustível). Caso uma marca – neste caso a Ducati – obtenha três vitórias, também perde a possibilidade de usar pneus de composto mais macio, outra das benesses do regulamento Open. A nova regra só abrange a Ducati em 2014 mas vai aplicar-se também à Suzuki em 2015, ou caso a marca japonesa surja em algum Grande Prémio este ano.
Eletrónica igual para todos
Ainda mais significativa foi a decisão de adotar uma eletrónica única no MotoGP a partir de 2016. Inicialmente, esta proposta da Dorna/FIM teve forte oposição por parte da Honda, que ameaçou mesmo deixar o campeonato se tivesse de usar uma eletrónica-padrão, mas a nova regra foi mesmo aprovada pela Comissão de Grandes Prémios.
Nas próximas duas temporadas, os construtores poderão continuar a desenvolver livremente o software das suas motos mas terão que usar um hardware único, fornecido pela Magneti Marelli. A partir de 2016, todos os componentes da eletrónica passam a ser comuns mas qualquer construtor terá acesso ao desenvolvimento da eletrónica através de um website criado para o efeito, podendo sugerir melhorias ou alterações visíveis a qualquer outra equipa. A Dorna e a FIM defendem que esta medida permitirá reduzir os custos de participação no MotoGP ao mesmo tempo que permitirá nivelar a competição.
Decisões anunciadas a menos de dois dias do início do GP do Qatar, a prova de abertura do Campeonato do Mundo de Motociclismo.












