Tal como o seu compatriota Casey Stoner, o talento demonstrado dentro da pista e o estilo frontal fora dela já tornaram Jack Miller numa figura incontornável no Mundial de Motociclismo. Agora o jovem australiano está envolvido numa polémica que envolve a equipa Marc VDS, o piloto e os seus representantes, entre eles Niklas Ajo, atual manager e chefe de equipa de Miller.
No mês passado, alguma imprensa alemã afirmou que Miller tem propostas para passar diretamente do Moto3 para o MotoGP em 2015. Contudo, a Marc VDS alega ter estabelecido um contrato válido até 2016 com o líder do Mundial de Moto3, tendo cedido Miller à equipa Red Bull Ajo para a presente temporada. Só que o comunicado lançado pela formação de Michael Bartholemy – que lidera atualmente o Mundial de Moto2 com Tito Rabat – fala num ‘pré-acordo’ de seis páginas que nunca se transformou num contrato final. “Não há nenhuma cláusula neste acordo que permita libertar o Jack Miller caso surja uma oferta do MotoGP para 2015. (…) É lamentável que tenhamos de tornar esta situação pública mas não tinhamos mesmo outra opção”, refere Bartholemy no comunicado da Marc VDS. “Se o Jack mudou de ideias e não quer pilotar para nós, então ele ou os seus representantes têm de vir falar connosco em vez de simplesmente ignorarem os vários pedidos para uma reunião que clarifique esta situação. Nós não queremos fazer ‘jogos’; só queremos resolver isto rapidamente”.
Aos 19 anos, parece claro que Jack Miller e os seus representantes ponderam mesmo uma surpreendente mudança para o MotoGP no próximo ano. Contudo, com uma vantagem de apenas sete pontos sobre Romano Fenati e Álex Márquez, o australiano terá de ignorar a ‘telenovela’ em torno do seu futuro se quiser concentrar-se na luta pelo título do Moto3 (que inclui ainda o quarto classificado, Álex Rins e o quinto, Efrén Vázquez).











