O ambiente na Toro Rosso degradou-se de forma evidente depois do GP do Canadá, prova onde erros dos dois pilotos tiraram à equipa de Gerhard Berger a possibilidade de marcar pontos. Isso foi particularmente evidente no caso de Vitantonio Liuzzi, pois o italiano estava na quinta posição a 16 voltas do final da corrida quando bateu no famigerado “Muro dos Campeões”, causando mais uma entrada em acção do Safety Car.
Como se não bastasse o facto de Liuzzi ter atirado ao mar quatro pontos, Berger ainda teve de ver Takuma Sato atingir a sexta posição no final da prova, aumentando para quatro pontos a diferença entre a Super Aguri e a Toro Rosso. Razões mais que suficientes para deixar o austríaco de muito mau humor, mas as coisas não acabaram por aí.
O pior mesmo foi que Liuzzi insistiu que tinha sido um problema de suspensão a causar o seu despiste, ele que tinha embatido em peças do BMW de Kubica aquando do acidente do polaco, quando as imagens televisivas não deixavam margem para duvidas quanto ao seu erro.
Posições extremadas
As posições extremaram-se, com Liuzzi a defender a sua ideia e os responsáveis da equipa a garantirem que nada se partira no STR02 antes do impacto final, o que degradou bastante o ambiente no seio da equipa de Faenza. E como Scott Speed já não gozava de simpatias dentro da Toro Rosso, os dois pilotos passaram a ser tratados com enorme frieza pelos responsáveis, o que não augura nada de bom para o futuro de ambos.
Daí o extremo interesse com que Berger e Tost seguiram a estreia de Sebastian Vettel com a BMW, pois o alemão também é piloto da Toro Rosso e não será de todo impossível que passe de piloto de testes da BMW a titular da Toro Rosso num espaço de tempo muito breve, substituindo Speed, que aparte o GP do Mónaco tem continuado a desapontar.
Quanto a Liuzzi, o seu lugar parece seguro até ao final do ano, mas com Sebastien Bourdais praticamente sob contrato para 2008, terá de encontrar outra equipa para prosseguir a sua carreira na Fórmula 1, o que não será fácil.









