Não foi fácil escolher entre o brasileiro e Hamilton para a segunda posição neste “ranking”, pois ambos cometeram alguns erros grosseiros mas também mostraram, noutras ocasiões, serem capazes de efectuar provas extraordinárias, a um nível superior a de todos os seus adversários.
Felipe Massa acabou por levar vantagem – milimétrica, é certo – por ter tido a capacidade de inverter a situação muito negativa em que se colocou depois das duas primeiras corridas do ano, por ter batido claramente um companheiro de equipa que era o Campeão do Mundo em título e, finalmente, por não ter tremido nos momentos decisivos do campeonato.
O domínio exercido no Bahrein, Turquia, Hungria, Valência e Brasil, mostraram que o pequeno brasileiro tem qualidade suficiente para ser Campeão do Mundo, ficando os erros cometidos na Austrália, Malásia e Grã-Bretanha como pontos baixos dum Mundial em que Massa superou todas as expectativas, pois juntou à rapidez que todos lhe reconheciam uma grande constância de andamento que só por muito pouco não lhe rendeu um inesperado título.
Luís Vasconcelos









