Não é só dos primeiros classificados que ‘reza’ a história do Dakar, e há até quem entenda que a ‘verdadeira’ prova só é disputada pelos amadores. Entre os homens das equipas oficiais, sempre que há um hotel por perto, o ‘bivouac’ passa a ser um oásis longínquo, e muitas vezes enquanto os ‘oficiais’ dormem, no acampamento há quem trabalhe com afinco, tudo para regressar à casa de partida, Buenos Aires e nada mais do que isso. Provavelmente, nem imaginamos o cansaço que alguns concorrentes acumulam diariamente, tudo em prol duma paixão.
Por isso, há que também referir os últimos moicanos, como por exemplo o motard espanhol Jorge Gómez, que se estreou no Dakar, aos comandos duma BMW G 450RR e logrou chegar a Buenos Aires. Em último, mas chegou. Nos quads terminaram apenas 12 concorrentes, entre eles, Sérgio La Fuente, que andou quase sempre em último na categoria, e por aí terminou. Nos Camiões, a equipa belgo-holandesa Buisters, Geusens e Van Melis, em Iveco, pretendiam apenas ajudar Jan Van de Rooy, e ajudaram-no, sempre que precisou, até ao fim da prova. Nos autos, a dupla argentina Vagninni e Jeromin, em Nissan, terminou a 10h54m do vencedor, mas terminou. O Dakar também se faz com estes pilotos, que não ‘passam’ na TV, mas “passam as passas do Algarve…”










